Criança e adolescente
Foto: ALBERTO PASSOS
O presidente da Fasepa, Simão Bastos, conheceu o resultado do curso, e disse que o momento representa o início de um novo recomeço na vida destes jovens (Foto: ALBERTO PASSOS)
Mais um importante passo foi dado nesta segunda-feira (9) para o desenvolvimento e consolidação das ações socioeducativas no Estado. A busca por atividades que promovam a inclusão social de adolescentes em conflito com a lei vem possibilitando que jovens refaçam projetos de vida a partir de escolhas mais conscientes. Neste sentido, um encontro marcou o encerramento do primeiro módulo do curso de decoupagem, ministrado no Centro de Internação do Adolescente Masculino (Ciam-Sideral).
O espaço, administrado pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), está inserido no projeto Ressignificando Caminhos na Socioeducação. A fundação, em parceria com a Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e a Sociedade de Meio Ambiente Educação e Cidadania (Somec), faz esforços na promoção da cidadania e qualificação profissional por meio de cursos profissionalizantes voltados para a geração de emprego e renda. Além do Ciam, todas as outras 13 unidades socioeducativas no Pará até 2016 serão contempladas com estas ações, incluindo Marabá e Santarém.
O presidente da Fasepa, Simão Bastos, ressaltou que o momento é fruto do trabalho construído por várias mãos, e para que os desafios sejam superados é necessário o comprometimento com o “fazer socioeducativo”. “Esse momento representa o início de um novo recomeço na vida destes jovens. O resultado da dedicação deste trabalho pode ser visto nestas belas peças que foram produzidas por eles. Todos têm condição de mudar de vida, basta querer”, disse ele, revelando ainda que a equipe está trabalhando numa perspectiva de diversificar com outros cursos direcionados ao Ciam.
Devido ao baixo custo para iniciar a produção dos objetos artesanais, o curso, segundo os organizadores, se diferencia pela criatividade e a oportunidade de inovar com peças que sejam reaproveitadas, transformando-as em objetos decorativos e de utilidades do lar. Uma mostra com o resultado da produção das peças estava em exposição aos visitantes. Foi possível ver caixas customizadas, latas de mantimentos transformadas em estojos, sabonetes decorados com diferentes temas e pregador de roupas pintados a mão.
A professora da Somec, Sandra Souza, disse que os adolescentes entenderam a proposta pedagógica, o que possibilitou também a troca de experiências. “Os objetivos foram alcançados devido o interesse da turma em aprender e se permitir a vivenciar novas experiências, partindo do princípio de que eles são capazes de reescrever seus caminhos ao saírem daqui do espaço. Muitas pessoas apreciam esse trabalho, e poderão facilmente comercializar, ganhar o seu dinheiro e, inclusive, repassar esses conhecimentos aos membros da família”, pontuou.
O curso teve dez aulas, com uma carga de 40 horas. Os seis adolescentes que participaram receberam certificados. “Estamos tendo uma oportunidade de mudar de vida e mostrar que a gente está com interesse de mudar para conseguir uma vida melhor. Esses ensinamentos nos ajudam a conseguir as coisas pelo nosso suor. Isso é igual a um degrau: a gente vai subindo e melhorando aos poucos”, disse um adolescente de 17 anos, que está há 37 dias no espaço de internação provisória, onde aguarda pela sentença do judiciário por até 45 dias.
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