Cultura

Estudantes da escola Ulysses Guimarães produzem a mostra ‘Belém 400 anos’

A pesquisa sobre o livro “Visagens e Assombrações de Belém resultou numa divertida apresentação teatral ambientada em contos como “A Mulher do Táxi”. (Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)

Estudantes da escola estadual Ulysses Guimarães declararam o seu amor por Belém na mostra cultural “Belém 400 anos”, encerrada na noite desta quinta-feira (28), na sede da instituição, localizada na Avenida José Malcher. A programação, que homenageia o aniversário de Belém, trouxe shows com cantores da terra, apresentações de dança e teatro, exposição de maquetes e registros das pesquisas e visitas dos alunos e professores aos pontos turisticos, monumentos históricos e ilhas ao redor da capital paraense.

O evento de encerramento reuniu trabalhos de 300 estudantes matriculados nas nove turmas do Ensino Médio regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Mundiar do turno da noite na mostra “Belém das Águas”. A mostra é resultado das visitas que os estudantes fizeram às ilhas do Combu e Cotijuba, para conhecer o cotidiano dos ribeirinhos e falar das impressões sobre a cidade.

A mostra foi aberta na última terça-feira (26) com apresentação do hino do Pará cantado em Libras pelos alunos do 2º ano do Ensino Médio, show da cantora Jade, ex-integrante do grupo Sayonara, além de exposição de banners, maquetes e registros fotograficos sobre a cidade de Belém, feitos por alunos do turno da manhã.

Na tarde de quarta-feira (27), os estudantes se divertiram com o show da cantora Alba Maria, que mostrou entre outras canções regionais as clássicas “Ao Pôr do Sol”, de Teddy Max, e “Flor do Grão-Pará”, de Chico Sena.

As salas foram todas ambientadas para comportar os trabalhos dos estudantes. Cada uma, com uma temática diferente. Os alunos Yasmim Batista, Luciana Pantoja, Vitor Cury, Lucas Lisboa e Mateus Silva, do 7º ano do Ensino Fundamental, contaram a história de mais de 200 anos de fundação da Capela de Santo Antônio, que já foi orfanato, asilo e hospício, e ainda hoje guarda ainda preservados os azulejos portugueses. “Fomos na igreja, pesquisamos e tiramos fotos da azulejaria. Foi uma experiência muito boa. Se não fosse a mostra com certeza não conheceríamos a capela. Belém tem muitas riquezas que a gente não conhece”, comentou o estudante Mateus Silva.

Para os 28 alunos de uma turma de 8ª série do Ensino Fundamental, a temática proposta foi retratrar as lendas que permeiam o imaginário do povo belemense. Os jovens aceitaram a proposta e pesquisaram o livro “Visagens e Assombrações de Belém, de Walcyr Monteiro, que resultou numa divertida e improvisada apresentação teatral ambientada nas esquetes “Matinta”, “Procissão das Almas” e “A Mulher do Taxi”. A narradora da encenação, Rebeca Oliveira, disse que os colegas tiveram dois dias apenas para improvisar as cenas e pensar nos cenários e figurinos. “Achei muito legal porque é uma forma da gente contar as lendas e valorizar a nossa cultura”’, comentou.  

Alunos do 3º ano do Ensino Médio prepararam um painel fotográfico com as pesquisas que fizeram sobre a história das principais ruas de Belém - José Malcher, João Alfredo, Braz de Aguiar, Estrada dos Mercadores e Magalhães Barata. Já a dupla de amigas Isley Luciane e Thaís Ramos, do 2º ano do Ensino Médio, optaram por fazer pesquisa sobre a Casa Paris N’América, prédio construído no estilo Art Noveau, em 1870, na época da Belle Epoque, e que hoje abriga um ponto comercial no bairro da Campina. “Naquela época, Belém era a cidade brasileira que mais parecia com Paris, e a Casa Paris N’América vendia uma grande variedade de mercadorias vindas diretamente da França”, relataram as estudantes, que estiveram no local pela primeira vez e acharam o trabalho bastante interessante.

A mostra reuniu ainda trabalhos sobre a bioquímica dos alimentos, falando sobre a importância da gastronomia paraense, com degustação de alimentos como manga, guaraná, castanha-do-Pará e macaxeira, entre outros. As ilhas de Belém foram retratadas por outra turma do 2º ano do Ensino Médio, que ambientou a sala com decoração e sons nativos para aproximar o público visitante dos cenários retratados: as ilhas de Paquetá, Mosqueiro, Combu, Jutuba, Outeiro e Cotijuba.


Tags

SEDUC Educação Belem400anos

Relacionadas