Cultura

Crias do Curro Velho fazem homenagem a Belém com desfile no Telégrafo

O próximo espaço da Fundação Cultural do Pará a oferecer bailes de carnaval é o Centur, que nos dias 5 e 6, a partir das 19h, terá uma extensa programação (Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)

As Crias do Curro Velho fizeram a festa pelas ruas do Telégrafo, na manhã deste sábado (30), partindo da Praça Brasil, onde, desde as 8h, já havia famílias inteiras aguardando a saída do desfile, até a sede da agremiação. Já por volta das 11h, as alas e carros alegóricos chegavam para brincar carnaval no baile carnavalesco da instituição, com fanfarra a tocar marchinhas.

“Alô Telégrafo! Olha o Curro Velho nos 400 anos de Belém!”, anunciava o coordenador do carnaval das Crias, Jorge Cunha. A bateria logo começou a batucar, até os puxadores e ritmistas da escola darem início ao desfile cantando o samba-enredo da escola, “Chuva de Amor por Belém”. Logo no abre-alas, estavam representadas a Belle Époque paraense, o coreto das praças, os botos e um dos patrimônios arquitetônicos mais conhecidos da cidade, o Theatro da Paz, que virou carro alegórico.

Geovana Danielly, 12 anos, era umas das crias, alegre em participar pelo sexto ano consecutivo do desfile da agremiação. “É sempre divertido, e este ano estou pela primeira vez como porta-bandeira. Estou bem nervosa por isso”, confessou ela, ainda na concentração da escola. Muitos pais das crias – responsáveis por fazer a ambientação do baile carnavalesco que aguardava os brincantes no Curro Velho – também eram parte do público em expectativa.

“Acho bom porque é o carnaval deles, é a escola à qual eles podem vir sem medo, brincar com outras crianças, saber como é brincar carnaval sem confusão. É só diversão”, comentou Ângela Nunes, mãe da pequena Ana, 8 anos, que desfilava pela agremiação. Para os organizadores da grande folia, a satisfação também foi grande em botar a escola na rua.

A diretora de oficinas culturais e iniciação artística da Fundação Cultural do Pará (FCP), Sandra Rebelo, comemorou a participação das Crias em mais um carnaval de Belém. “São 25 anos de carnaval, sempre alegre, uma felicidade para as crianças da Vila Barca e de outros bairros. É muito bom ver o semblante delas de felicidade, da comunidade e de toda a equipe da Fundação Cultural do Pará. A gente vê a alegria deles em ter esse evento todo ano e a gente sabe que faria muita falta se não houvesse”, declarou.

Bailes – O próximo espaço da Fundação Cultural do Pará a oferecer bailes de carnaval é o Centur, que nos dias 5 e 6 de fevereiro, a partir das 19h, terá uma extensa programação com fanfarra, bandas, intérpretes de escolas de samba e sambistas, tudo gratuito.

Na sexta, dia 5, haverá a Fanfarra de Carnaval Los Viegas, o show “Samba Amazônico” com Arthur Espindola e Banda, o show “Belém 400 Anos de Samba”, com os intérpretes das Escolas de Samba: Rancho Não Posso Me Amofiná (Fernando Jacaré), Quem São Eles (Andrezinho do Império), Bole-Bole (Ademar Carneiro), Mocidade Unida do Bengui (Xaxá), A Grande Família (Théo Perola Negra), Matinha (Fábio Moreno), Xodó da Nega (Anderson Simpatia), Piratas da Batucada (Wanderley Explosão). O último show ainda conta com as participações especiais da cantora Creuza Gomes e do Mestre de Bateria Meia Noite.

Já no sábado, dia 6, quem abre a programação um pouco mais cedo, às 18h, é a Bateria das Crias do Curro Velho, com a participação do intérprete Marquinho Melodia. Em seguida, apresenta-se a banda “Metaleiras da Amazônia”, com o Mestre Pantoja do Pará (saxofone), MG Calibre (baixo e voz), Pipira do Trombone, Jeremias Correa (trompete), Junior Gurgel (bateria e voz) e Herivelton Santos (piano e keyboard). O encerramento das duas noites de carnaval será a partir das 20h30 com a Banda Mocotó Elétrico.


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