Mostra Seiva
Foto: ASCOM FCP
O projeto consiste na experimentação de oficinas literárias que se baseiam no fomento da escrita em construções narrativas com crianças e adolescentes na cidade de Soure, no Marajó (Foto: ASCOM FCP)
Os projetos contemplados no Prêmio de Experimentação, Pesquisa e Difusão Artística, do programa Seiva de Incentivo à arte e à cultura da Fundação Cultural do Pará, já estão sendo apresentados. Nesta quarta-feira, dia 9, às 17h, no auditório da Casa da Linguagem, é a vez da jornalista, escritora e pesquisadora Gabriela Sobral mostrar o resultado final do projeto “Imaginárias – um encontro entre narrativas imagéticas e literárias com referência no trabalho de escritoras”. O evento é aberto ao público e a entrada é franca.
O projeto consiste na experimentação de oficinas literárias que se baseiam no fomento da escrita em construções narrativas com crianças e adolescentes na cidade de Soure, no Marajó, que segundo a proponente da pesquisa, é um lugar que contribuiu muito em sua formação cultural, onde a jornalista passou parte de sua infância e que por meio deste trabalho, estabeleceu uma forma de contribuição para este município.
Em sua pesquisa, que começou de uma experiência pessoal a partir do desenvolvimento de um processo de escrita poética, Gabriela Sobral usa elementos imagéticos como forma de linguagem relacional ao seu projeto, que em suas referências bibliográficas reúne a produção literária de três autoras: Maria Lúcia Medeiros, Cora Coralina e Elena Ferrante. Nas oficinas, a pesquisadora estimulou os jovens a escreverem sobre suas experiências, o espaço geográfico e a paisagem cultural. “Esses elementos imagéticos, são elementos que eu tinha acesso e que estavam ao meu redor, que de alguma maneira me referenciavam, principalmente imagens relacionadas ao universo feminino e feminista”, relatou.
A partir do desenvolvimento dessa escrita, a pesquisadora conta que surgiu a necessidade de expandir e dialogar suas ideias com outras pessoas. Com o edital de Experimentação, Pesquisa e Difusão Artística da FCP, a artista repensou sua proposta como uma forma de aplicar sua ideia em outros locais em que seu trabalho pudesse se reverberar e se pluralizar, tomando uma nova forma.
“Eu pensei nessas oficinas, de forma em que elas misturassem elementos imagéticos e literários com o objetivo não de ensinar, mas de mostrar uma narrativa que eu vinha desenvolvendo e que essas pessoas de Soure pudessem desenvolvê-las também a partir desse alicerce, desse diálogo, entre imagem e literatura”, diz Gabriela Sobral.
“Soure é um lugar que essa paisagem fala muito, visualmente, culturalmente, e até mesmo no imaginário. Essa paisagem imaginária, que não está no real imediato, mas sim no contato com a árvore, na praia, na natureza, é muito presente por meio das lendas, das histórias mitológicas que ali se encontram, por isso escolhi trabalhar esse conceito. A escrita nascia dessa observação da paisagem cultural do município de Soure”, completa a jornalista.
Sobre o Prêmio de Experimentação, Pesquisa e Difusão Artística da Fundação Cultural do Pará, a pesquisadora Gabriela Sobral diz que quando se cria um projeto artístico e o aplica em sua forma prática, ele passa a ser parte de uma política cultural, o que faz com que o edital cumpra o papel do Estado, enquanto o artista ou produtor cumpre o seu papel como sociedade civil.
A Mostra Seiva segue até dezembro com os resultados e apresentações dos projetos contemplados nos editais do Programa Seiva de Incentivo à arte e à cultura nos espaços culturais da FCP como Casa das Artes, Casa da Linguagem, Oficinas Curro Velho e teatros Waldemar Henrique e Margarida Schivasappa.
Serviço: Apresentações da Mostra SEIVA: “Imaginárias – um encontro entre narrativas imagéticas e literárias com referência no trabalho de escritoras”, de Gabriela Sobral. Dia 9 de novembro, quarta-feira, às 17h, no auditório da Casa da Linguagem. Av. Nazaré, 31. Entrada franca.
(Com a colaboração de Yves Gabriel)
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