Cyberbullying
A Polícia Civil do Pará instaurou inquérito policial para investigar denúncias de cyberbullying, crime cometido por meio de redes sociais, no município de Gurupá, no Arquipélago do Marajó. Moradores da cidade tiveram fotos pessoais usadas indevidamente em montagens, conhecidas na internet como "memes", e divulgadas por meio de grupos de WhatsApp e em páginas no Facebook.
Dois suspeitos da autoria das montagens foram conduzidos coercitivamente, por ordem judicial, para prestar depoimento nesta sexta-feira (11), à Delegacia do município. Com eles, policiais civis e militares apreenderam nove aparelhos de telefonia móvel, um tablet e sete pendrives, além de três computadores portáteis e um monitor. Os objetos apreendidos serão periciados para apurar se foram usados nas postagens.
Constrangimento - Segundo o delegado titular da Polícia Civil de Gurupá, Geraldo Pimenta, a investigação teve início depois que três mulheres, moradoras da cidade, procuraram a Delegacia para denunciar o crime cometido em redes sociais. Elas mostraram ao policial civil os "prints" das montagens postadas em que suas imagens, postadas em páginas pessoais no Facebook, foram usadas indevidamente em memes do tipo "expectativa x realidade", em que duas fotos eram postadas lado a lado para serem comparadas.
Em uma das fotos, em que estava a palavra "expectativa", foram usadas fotos de mulheres em propagandas de festas de música eletrônica (rave), expostas na internet, e ao lado, na montagem, foi usada uma foto em que as três moradoras da cidade aparecem em um evento ocorrido no município, com a palavra "realidade". Os memes foram compartilhados em redes sociais e em grupos de WhatsApp de moradores de Gurupá, até chegarem ao conhecimento das vítimas. "As montagens tinham como objetivo causar constrangimento às pessoas", afirmou o delegado.
Ainda de acordo com Geraldo Pimenta, os dois suspeitos foram identificados e tiveram os mandados de condução coercitiva expedidos pela Justiça de Gurupá, para serem ouvidos no inquérito policial. Em depoimento, eles negaram a autoria das montagens, mas admitiram que receberam os memes em um grupo de WhatsApp e compartilharam as montagens em outros grupos. Após os depoimentos, os suspeitos foram liberados. Outras duas pessoas são investigadas sob suspeita de envolvimento no crime virtual.
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