Mercado de trabalho

Mulheres são maioria no quadro dos hospitais regionais no Pará

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, todas as unidades hospitalares gerenciadas pela Pró-Saúde, no Pará, promoverão diversas ações nesta quarta-feira (Foto: ASCOM HRSP)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou, nos últimos dois censos demográficos, o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, em 2000, elas representavam pouco mais da metade da população economicamente ativa no Estado. Dez anos depois, em 2010, as mulheres correspondiam a 65% desse grupo. 

Somente nos hospitais gerenciados pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a prevalência da mão-de-obra feminina é tamanha. No Hospital Regional do Sudeste do Pará - Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, o quadro de funcionários tem 387 mulheres, o que corresponde a 73% dos colaboradores diretos da unidade.

No Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, 79% dos colaboradores são mulheres. No Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, esse índice é de 77,5%. No Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, elas representam 70,9% do total de colaboradores. No Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, 69,2%, e no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, 63%.  

Quem faz parte deste cenário é Gilmara Gomes, de 32 anos. Ela é auxiliar administrativo do Serviço de Apoio à Diagnose e Terapia, do Hospital de Marabá. Portadora da Síndrome de Turner, condição genética que afeta o crescimento, ela conta que, muitas vezes, duvidou da própria capacidade. Mas a partir da superação de desafios na instituição, Gilmara recuperou a autoestima e, às vésperas do Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, 8, recebeu a notícia de sua aprovação no curso de Psicologia da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). 

“Aqui, sou valorizada e tratada sem diferença, como os demais colaboradores. Antes, eu não tinha coragem de sair de casa para procurar emprego porque me sentia inferior às outras pessoas e, graças a Deus, isso mudou”, conta a auxiliar administrativo.

Inclusão - A colaboradora Adriana da Silva Pinto, de 33 anos, telefonista no Hospital Regional Público da Transamazônica, assim como Gilmara Gomes, viu no trabalho a oportunidade de melhorar de vida e superar desafios. Adriana não tem a visão do olho esquerdo, em decorrência de uma catarata congênita, e é portadora de escoliose acentuada. 

“Não me imagino sem meu trabalho, tamanha é a minha satisfação. Sei que contribuo para a melhoria contínua do hospital, porque ajudo todos os setores a desempenharem suas funções e, consequentemente, a salvar vidas. Eu me sinto realizada como profissional”, comenta telefonista. 

Comemoração - Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, todas as unidades hospitalares gerenciadas pela Pró-Saúde, no Pará, promoverão diversas ações nesta quarta-feira, homenageando colaboradoras, pacientes e acompanhantes.


Tags

Saúde hospitais Emprego e renda Hospital Regional da Transamazônica Hospital Regional do Sudeste Hospital Metropolitano - HMUE Região Baixo Amazonas diadamulher Mulher2017 Regional Políticas para Mulheres