Conepir
Foto: MÁCIO FERREIRA/ AG. PARÁ
Para o gerente de Promoção dos Direitos dos Quilombolas, Márcio Nascimento, o Pará avançou no que diz respeito às políticas para as comunidades remanescentes de quilombos (Foto: MÁCIO FERREIRA/ AG. PARÁ)
Mais de 400 lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, remanescentes quilombolas e indígenas estarão reunidos em Belém, a partir desta terça-feira (27), na IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), que esse ano traz o tema “O Pará na década dos afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.
O Estado do Pará tem em seu território mais de 400 comunidades remanescentes de quilombos, que reúnem mais de 12 mil famílias, aproximadamente dois mil terreiros das religiões e matrizes africanas estão somente na Região Metropolitana de Belém e em todo o Estado vivem mais de 61 mil indígenas.
A conferência acontece para que estes povos discutam a igualdade racial em uma época de retrocesso de direitos e de genocídio da juventude negra, explica a gerente de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH), Virginia Lunalva.
Outro ponto central da Conepir, explica a gerente, é a violência sofrida pelos povos tradicionais de matrizes africanas (POTMAs), que se manifesta através da intolerância religiosa. Segundo a gerente, mais de dez assassinatos de lideranças religiosas já foram registrados na RMB. “Sempre com mortes violentas por conta do racismo religioso. É um momento muito negativo para essa população”, comenta.
Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, entre janeiro de 2015 e o primeiro semestre 2017, o Brasil registrou uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. “Vivemos um momento de retrocesso no que diz respeito a intolerância religiosa. Vamos discutir nossos direitos e fazer um acordo com o poder público para fortalecer algumas ações positivas para a população”, destaca.
Quilombos – Para o gerente de Promoção dos Direitos dos Quilombolas, Márcio Nascimento, o Pará avançou no que diz respeito às políticas para as comunidades remanescentes de quilombos. Cinco títulos beneficiando essas comunidades já foram entregues na atual gestão, consolidando ainda mais o Pará como o Estado que mais titulou áreas em prol dos remanescentes de quilombos no Brasil. Das 170 comunidades tituladas no país, 62 estão no Pará. “É preciso avançar para as comunidades terem cada vez mais acesso a outras políticas que garantam a cidadania plena para todos”, comenta.
O evento é coordenado pela Gerência Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Geppir) e pelo Núcleo de Apoio aos Povos Indígenas, comunidades negras e remanescentes quilombolas da Casa Civil.
Serviço:
IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir)
Data: 27 e 28 de março de 2018
Local: Hotel Gold Mar - Rua Professor Nelson Ribeiro, 132 - Telégrafo
Mais informações: 3216 8806
Tags
sejudh direitos humanos Igualdade Social
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