Animação

OS DINÂMICOS | Guitarrada de Mestre Vieira vira animação para TV

A TV Brasil começa a exibir nesta sexta-feira, 12, Dia das Crianças

(Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)

A TV Brasil começou a exibir nesta sexta-feira, 12, Dia das Crianças, a série de animação “Os Dinâmicos”, que também ganha as telas de 15 a 19, às 13h10, e no domingo, 21, às 15h15. Produzida com equipe de profissionais paraenses, a obra é inspirada nas músicas e trajetória do grupo Vieira e Seu Conjunto, formado no final dos anos 1970, por Mestre Vieira, o criador da guitarrada paraense.
 


Capa do álbum "Melô da Pomba" - Vieira e seu Conjunto.

 

Os personagens foram inspirados nos músicos reais e além de Mestre Vieira, que faz a Milagrosa, a guitarra mágica funcionar, temos Dejacir Magno (vocal), Lauro Honório (guitarra base), Idalgino Cabral (baixo) e Luis Poça (tecladista). Na vida real, o grupo estava há 37 anos sem tocar juntos, quando se reencontram em 2011 e resolvem fazer shows, desta vez como Mestre Vieira e Os Dinâmicos, o nome antigo do grupo.

Nesta sexta e no domingo serão exibidos os 2 primeiros episódios. "Esse Bode dá Bode" é inspirado na música Melô do Bode, sucesso do segundo LP de Vieira e Seu Conjunto que estourou nas paradas de sucesso no nordeste, vendendo mais de 300 mil cópias.

Na história, o grupo é chamado para fazer um show no Ceará, mas chegando lá se descobre que não havia show e que na verdade fora uma criança  que estava sendo assombrada pelo terrível Cabra Cabriola, quem os chamou para salvá-la. Os Dinâmicos enfrentam o encantado e resolvem o problema. 

No segundo episódio navegamos pelo universo das nossas lendas, mas trouxemos à tona "A Impostora", uma bruxa americana travestida de Matinta Pereira que vem para Amazônia praticar suas bruxarias. E ainda prendeu uma criança para lhe servir de escravo. Os Dinâmicos chegam e botam ela para correr. 

Costumes e questões da Amazônia

No episódio "Pernas pra que te quero" temos uma questão com a derrubada da floresta. Já o tráfico de animais silvestres é tratado no episódio "Uma Boquinha", e ainda o hilário episódio da 'goumertização' do nosso açaí, no episódio "Dragão Engolidor de Açaí". E por aí vai. 

“Tratando de forme leve, mas crítica, numa linguagem acessível à turma dos 5 aos 13 anos, vamos imprimindo um olhar singular sobre a nossa cultura e revelando em cada episódio a sonoridade da guitarrada. Quisemos fazer algo educativo, mas fugindo dos clichês mais tradicionais, apostando no lúdico das excelentes cenas animadas”, diz Luciana Medeiros,  produtora da série.

 

De modo geral, é uma criança em perigo, que chama Os Dinâmicos para ajudá-la. Na casa da árvore, onde estão ensaiando, o sonar toca e a guitarra Milagrosa é acionada transformando-os em super-heróis. Que se envolvem em aventuras que revelam, as características, o linguajar, costumes e lendas da Amazônia.

 

"Não está retratado na série um personagem real importante da história da guitarrada que é Cassiano Pereira, o baterista, o cara que inventou 'o molho da guitarrada'. Não cheguei a conhecê-lo. Nos mais de 10 anos de carreira do grupo, foram 14 LPs gravados e um sucesso estrondoso no nordeste, na década de 1980, com guitarradas que traziam letras, como as lambadas da Baleia, do Curupira, do Mapinguari, todas elas inspiradoras para a nossa série, como você verão", comenta Luciana Medeiros.

 

Série conta com equipe de paraenses


Trazendo ainda como referência as animações dos anos 1970 e 1980, com séries animadas de aventura de heróis e suas bandas musicais, Os Dinâmicos foi toda produzida em Belém, com exceção do serviço de acessibilidade, feito por um estúdio no Rio de Janeiro.

 

O projeto de financiamento da série foi aprovado pelo Edital Prodav-8/2014 – TVs Públicas, com realização da Central de Produção Cinema e Vídeo na Amazônia. A Direção de Arte conta com a experiência de Cássio Tavernard (A Turma da Pororoca) e na equipe e direção de animação, Gustavo Medeiros, Eliezer Aido e todos os demais animadores que fizeram parte do processo, pelo Muirak Studio

 

A direção é de Afonso Gallindo e Luciana Medeiros, que também assina o argumento e a pesquisa. O roteiro é de Adriano Barroso, com a colaboração de Mariana Barroso. O desenho e finalização de som, de Victor Jaramillo, na primeira fase, e de Leo Chermont e Dan Bordallo - Estúdio Floresta Sonora-, na segunda e na fase final.

 

No elenco grandes atores paraenses, como Marton Maués, Henrique da Paz, Lucas Alberto Cunha, Mário Filé e Leoci Medeiros, que fazem respectivamente as vozes de Mestre Vieira (Guitarreiro), o mentor da turma, Lauro (Ciclone), o guitarra base da banda, Poça (Trakitana), o tecladista; Batera (Aprendiz), o baterista; e Dejacir (Alado), o vocal; além do baterista e produtor Carlos Canhão Brito, que faz as vozes de Idalgino (Spectro), o baixista.

 

A série também contou com Adriana Cruz, Ester Sá e Astrea Lucena, que fizeram vozes de personagens que contracenam com no elenco principal, além de Luan Medeiros Weyl, Lucas Tavernard e João Pedro Pinheiro Bittencourt, que gravaram as falas das crianças da série.

 

"Houve outras pequenas participações também de voz do restante da equipe, como a voz de Cássio Tavernard, no episódio "Monstrinho de Estimação", enquanto Carlos Brito além de ser voz de Idalgino/Spectro, também gravou todas as 13 aberturas. Eu gravei a fala de uma menina. Todos nós nos divertimos de certa forma fazendo a série, principalmente nestes momentos em que estivemos com os atores. Cada fase é interessante. Nunca havia feito nada com animação. Aprendi muito e gostei, queremos muito que as pessoas assistam e torcemos para que gostem", finaliza Luciana.

 

 

Ficha técnica:

Direção: Afonso Gallindo e Luciana Medeiros
Direção de Animação: Cássio Tavernard
Estúdio de Animação: Muirak Studio LTDA

 

Fonte: Holofote Virtual


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