Vitória!
(Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)
A semana acabou de uma forma especial para o pequeno Gustavo Tobias, de apenas seis anos. Ele e a família viveram os últimos três anos, em uma rotina de internações e muitas sessões de quimioterapia para tratar uma leucemia, tipo de câncer que atinge tecidos formadores de sangue, um dos mais comuns entre crianças e adolescentes.
Nesta sexta-feira (13), Gustavo esteve no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, gerenciado pela Pró-Saúde em Belém, e com uma placa nas mãos, anunciava a sua última sessão de quimioterapia. Para marcar a passagem vitoriosa por esta etapa do tratamento, o garoto, acompanhando do pai Júlio Pires Filho e da mãe Gracy Tobias, distribuíram flores para a equipe do setor de Quimioterapia do Hospital, onde realiza o tratamento contra a doença.
A ideia da homenagem veio da mãe e foi uma forma de agradecer pelo cuidado com o filho Gustavo, nesta etapa do tratamento. “Nessa trajetória, a caminhada nunca é sozinha. Dependemos dessas profissionais do Oncológico Infantil. Elas sempre foram muito amigas e, acima de tudo, humanas com meu filho. Não podia deixar esse momento passar em branco”, conta Gracy.
A escolha das rosas como presente também foi por um motivo especial. “A leucemia está relacionada ao sangue. No tratamento do câncer, sangue é renovação da vida e é isso que o Gustavo alcançou agora”, complementou Gracy.
Para a equipe que estava no setor de Quimioterapia, a surpresa de Gustavo alegrou ainda mais o dia. “No acompanhamento que fazemos, temos como saber quais são as crianças que estão chegando no final desta etapa do tratamento. O Gustavo era um deles e essa surpresa nos deixou felizes porque é um reconhecimento para toda a equipe. É um ciclo longo de, no mínimo 120 semanas, e a gente acaba criando vínculos”, explica a enfermeira Arielle Lima.
Com o término das quimioterapias, a próxima etapa do tratamento para o pequeno Gustavo é o acompanhamento com médicos pediatras e oncopediatras em consultas e exames inicialmente mensais. Depois disso, o intervalo entre uma consulta e outra aumenta até completar cinco anos, quando os pacientes recebem a alta definitiva do tratamento.
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