ECONOMIA
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Supermercados, shoppings, praças e logradouros públicos aproveitam o mês de junho para expor produtos e comidas típicas da quadra junina. Mas, desde o ano passado, fazer festas e expressar publicamente tradições culturais tem sido impossível, por conta da pandemia do novo coronavírus, que já levou à morte mais de 480 brasileiros, 14.864 somente aqui no Pará.
Ainda assim, por conta da mudança do bandeiramento no Estado, os paraenses estão se sentindo mais à vontade para manter suas tradições e as vendas de comidas típicas começam a ganhar corpo e os produtos da época ganham espaço nas prateleiras dos supermercados da Grande Belém.
Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-Pa) aponta que nos diversos pontos de vendas de Belém já estão à venda, mingau de milho, tapioca e arroz, maniçoba, vatapá, bolo de macaxeira, de tapioca e de milho, paçoquinha, pé de moleque e cocadas, que formam o cardápio peculiar desta época do ano. Mas, segundo o próprio DIEESE/PA, que vem acompanhando desde o início da década de 90 a evolução de preços de produtos de época comercializados na quadra junina na Grande Belém, houve significativa alta nos preços desses produtos e alimentos este ano, quando comparado com o ano passado.
Alguns reajustes ficaram acima da inflação calculada em 8,90% (INPC/IBGE) para os últimos 12 meses. Os principais aumentos verificados nas comidas típicas deste príodo, relação ao mesmo período do ano passado, foram os de mingau (tapioca e milho), arroz doce, cocadas e bolos, tão tradicionais nesta época do ano.
O tacacá, o vatapá, o caruru e a maniçoba também estão sendo comercializado com preços acima dos verificados no mesmo período do ano passado.
PRINCIPAIS PREÇOS: As pesquisas são conduzidas por Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese-PA e Everson Costa, técnico em pesquisas da entidade. Eles apontam que nos supermercados, o prato do vatapá está sendo comercializado em média a R$ 16,83 (com os preços variando entre R$ 15,00 a R$ 20,00). Em relação ao ano passado, o reajuste foi 10,36%. Já o prato do caruru está sendo comercializado em média a R$ 16,83 (com preços variando entre R$ 15,00 a R$ 20,00), com um reajuste de 10,36%. A maniçoba ainda é o prato típico mais procurado, em relação à quadra junina do ano passado, o reajuste no preço do produto alcançou quase 11,00%. O prato da maniçoba está sendo comercializado em média a R$ 16,83 (pode ser encontrada com preços variando entre R$ 15,00 a R$ 20,00). O tradicional tacacá também pode ser encontrado nas principais barracas de comidas típicas custando em média R$ 15,33 (unidade cuia) com os preços variando entre R$ 15,00 a R$ 18,00.
As pesquisas do DIEESE/PA também mostram que vários tipos de bolos (macaxeira, tapioca/bolo podre, milho, chocolate, abacaxi, etc.), já estão à venda nas principais barracas dos supermercados e em relação ao ano passado também ficaram mais caros. Uma fatia de bolo de macaxeira, milho e chocolate, por exemplo, está custando em média R$ 5,33 podendo ser encontrado com os preços variando entre R$ 5,00 a R$ 6,00 (dependendo do local de venda).
Outras guloseimas de época como cocadas, amendoim torrado, canjiquinha, paçoca e o tradicional pé de moleque também estão mais caros e podem ser encontrados em diferentes locais de venda, também com preços variados.
O Dieese-PA informa que ainda durante este período de quadra junina), tenhamos alterações de preços em alguns produtos e comidas típicas, devido principalmente ao aumento dos locais de venda (dependendo da conjuntura) e consequentemente maior oferta dos produtos de época.
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