Florestas comunitárias
Área de manejo da Resex Arióca Pruanã (Foto: Acervo IFT )
Referência nacional em disseminação e aprimoramento do manejo florestal sustentável na Amazônia Brasileira, a organização não-governamental (ONG) Instituto Floresta Tropical (IFT), lança neste mês a versão digital do “Diagnóstico Marco Zero das Cadeias Produtivas de Açaí e Madeira das RESEX do Marajó”. O documento, disponível no site da instituição, tem o objetivo de nortear as ações de desenvolvimento do projeto Florestas Comunitárias e monitorar os efeitos de suas ações nas Reservas Extrativistas Mapuá, Arióca Pruanã e Terra Grande Pracuúba, no arquipélago do Marajó.
O Diagnostico Marco Zero está disponível para download aqui.
Produzido pela equipe técnica do IFT, com financiamento do Fundo Amazônia, a publicação destaca o mapeamento das cadeias de produção madeireira e de açaí nas Unidades de Conservação atendidas pelo projeto. Além disso, o estudo também apresenta informações detalhadas sobre a economia, conservação ambiental e organização social dessas comunidades.
“Para que os processos de fortalecimento dessas cadeias de valor ocorram é necessário sabermos como esses produtos são produzidos pelas populações tradicionais, quanto elas produzem e para quem vendem essa produção”, afirma Ana Carolina Vieira, ex-coordenadora do projeto Florestas Comunitárias e organizadora do Diagnóstico Marco Zero.
No texto de apresentação do estudo, a organizadora destaca a importância de se conhecer os desafios enfrentados por essas comunidades e como as oportunidades existentes nesses territórios podem colaborar com a adesão de boas práticas de manejo, com uma relação comercial justa e equilibrada, capaz de valorizar a cultura e a produção tradicional.
Florestas Comunitárias
O Projeto Florestas Comunitárias apoia a implementação de modelos de manejo florestal comunitário para uso e comercialização de madeira e açaí. A iniciativa, que pretende fortalecer a organização social, gerar renda e contribuir para a redução do desmatamento em Unidades de Conservação, conta com o apoio financeiro do BNDES, por meio do Fundo Amazônia, e com a parceria institucional da Stihl.
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