Educação
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A implementação da sala de recursos multifuncionais do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Romilda Budke Guarda, localizado na Quadra Arse 102, em Palmas, tem modificado a rotina dos profissionais de educação e principalmente das crianças atípicas matriculadas na unidade de ensino.
Segundo a diretora Michele Neves, a iniciativa de implantar a sala de recursos multifuncionais vem ao encontro do recente aumento de crianças atípicas. Hoje são 38 crianças laudadas com algum tipo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no cmei, fora as que ainda estão em investigação. “A sala é de suma importância para que o processo ensino-aprendizagem ocorra para estes alunos, e serve também de apoio aos professores regentes para lidar com as diversas necessidades que se apresentam, contribuindo significativamente para que cada criança alcance seu máximo desenvolvimento de acordo com sua capacidade”, disse.
Jaqueline Nogueira, professora da sala de recursos multifuncionais, explica que a sala foi inaugurada em junho deste ano. Desde então, começou a atender um aluno por hora, o que permite desenvolver um trabalho individualizado e compatível com as demandas das crianças neuro diversas. “Elas conseguem desenvolver diversas habilidades que não conseguiriam, e até acompanhar os demais colegas de sala. Juntamente com a professora regente, vamos visualizar o que precisa ser trabalhado com cada criança e qual estímulo será mais adequado na sala de recursos. É um trabalho de formiguinha, um pouquinho a cada dia, pois cada criança tem seu tempo para progredir, mas é muito satisfatório observar que a cada dia eles se tornam mais participativos e interativos”, disse.
A professora regente Vilma Ribeiro compara o antes e depois da sala de multirecursos e percebe com clareza a contribuição do equipamento para as crianças com TEA. “É perceptível o aumento na capacidade de interação, participação, concentração e socialização, sempre com alegria e entusiasmo em todas as atividades, em sala e no pátio”. Aldinez dos Santos, mãe de aluno da sala de multirecursos, também percebeu a diferença no comportamento do filho após o atendimento individualizado. “Acredito muito neste trabalho. Vejo que é importante que este apoio continue em todas as escolas, de outras fases do ensino. Ajudou muito meu filho e que pode ajudar a todas as crianças atípicas”.
Para Ilda Neta, que também é mãe de uma criança diagnosticada com TEA, falar da sala é falar de política de inclusão e da possibilidade de ver seus filhos serem estimulados e educados adequadamente de acordo com sua condição. “São estratégias desenvolvidas com carinho e dedicação que são muito importantes para nós. Só temos a agradecer pela chegada desta sala, que é a viabilização de um direito dos nossos filhos atípicos”, finaliza.
Texto: Redação Secom
Edição: Denis Rocha/Secom
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