Empreendedorismo

Chocolate do povo Juruna marca presença na Feira do Chocolate Amazônia & Flor Pará

Iniciativa apoiada pela Norte Energia leva ao evento o protagonismo de mulheres indígenas e sabores que unem tradição e inovação

(Foto: Divulgação)

Unir cultura, sustentabilidade e empreendedorismo feminino: essa é a receita do Chocodjá, chocolate indígena produzido artesanalmente por mulheres da etnia Juruna, da Associação Indígena Juruna Tubyá, localizada no ramal do Picadinho, região do Asurini, a 115 quilômetros da sede de Altamira. A marca participa da Feira do Cacau e Chocolate Amazônia & Flor Pará, levando a Belém sabores que contam histórias de resistência e de valorização cultural. O evento encerra hoje (8) no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, reunindo mais de 300 expositores do Brasil e de países que integram o bioma amazônico.

O Chocodjá nasceu em 2021, fruto da união e da força coletiva de quatro mulheres Juruna que, mesmo sem estrutura ou equipamentos, decidiram transformar o cacau cultivado em seu território em uma fonte de renda e valorização cultural. O apoio para profissionalizar a produção veio do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da Usina Hidrelétrica Belo Monte, da qual a Norte Energia é a empresa concessionária.

Por meio da parceria, as empreendedoras, que fazem parte da Associação Indígena Juruna Tubyá, tiveram apoio em todo o processo produtivo do cacau, desde a doação das mudas até a seleção das amêndoas. Além disso, receberam capacitação e equipamentos essenciais para viabilizar a produção do chocolate.

A escolha do nome carrega identidade e orgulho: Chocodjá une "chocolate" com "Yudjá", termo na língua Juruna que designa o próprio povo. Hoje, o grupo produz trufas, barras e derivados com ingredientes da floresta e da cultura local: pimenta, coco, castanha-do-pará, goiaba, maracujá, abacaxi com cachaça, brigadeiro, além de versões de chocolate meio amargo, ao leite e 100% cacau. Também criaram receitas de café de cacau, achocolatado natural, geleias e bala de gengibre.

Todo o processo — do desenvolvimento das receitas à escolha das embalagens — é conduzido de forma coletiva e horizontal. "Todo mundo escuta, conversa, opina. A gente cresce porque trabalha junto", destaca Irasilda Fernandes Juruna, presidente da Associação e uma das idealizadoras do projeto.

Atualmente, a Chocodjá vende principalmente em feiras e eventos, além de algumas vendas diretas na comunidade. A participação na Feira do Chocolate Amazônia & Flor Pará representa um passo importante para ampliar a visibilidade da marca e estabelecer novas parcerias. "Nosso sonho agora é construir uma fábrica própria na comunidade. Assim, poderemos aumentar a produção e ajudar mais famílias, não só da associação, mas de toda a região. O apoio que recebemos da Norte Energia, com as capacitações e os equipamentos, foi fundamental para que a gente pudesse aprimorar esse trabalho ", reforça Irasilda.

"O Chocodjá mostra como o fortalecimento da cultura e da autonomia econômica andam juntos. A Norte Energia se orgulha de apoiar iniciativas como essa, que valorizam o protagonismo das mulheres indígenas e contribuem para gerar renda de forma sustentável, respeitando os saberes tradicionais do povo Juruna", afirma Sabrina Brito, gerente Socioambiental do Componente Indígena da empresa.


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