Sustentabilidade
O evento aconteceu na terça-feira, 16, no município de Santarém. (Foto: Divulgação)
Lançada nesta terça-feira, 16, no município de Santarém, localizado no oeste do estado, durante o III Congresso de Mineração do Pará, a ‘Carta Santarém’ é considerada um marco histórico para o setor mineral do Estado. Escrita em parceria com o Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a iniciativa simboliza o compromisso de transformar dados técnicos em ações concretas de governança, preservação ambiental e desenvolvimento social.
O documento surge em um momento decisivo, de preparação para a COP 30, que acontece em novembro, em Belém, e coloca a mineração paraense no centro da agenda climática global. A iniciativa prevê a criação de um banco de dados estratégico sobre a mineração no Pará, consolidando informações de forma agregada para subsidiar políticas públicas, estudos técnicos e práticas empresariais alinhadas à sustentabilidade.
Para o presidente do Simineral, Anderson Baranov, o congresso foi estratégico. “Este terceiro congresso reforça a importância de abrir o diálogo sobre mineração e sustentabilidade. A cada edição buscamos trazer diferentes perspectivas, mostrando o papel da mineração no dia a dia da sociedade, os investimentos sociais realizados e os desafios que enfrentamos. A parceria com o governo do Estado, por meio da Semas, tem sido fundamental para consolidar uma mineração responsável na Amazônia”, destacou.
De acordo com o secretário-adjunto da Semas, Rodolpho Zahluth, o objetivo é construir uma governança colaborativa. “A ideia é que setor público e privado caminhem juntos, fortalecendo boas práticas, mediando a relação com comunidades tradicionais e promovendo uma mineração responsável. Sendo capaz de conciliar governança, pacificação social e sustentabilidade ambiental nos territórios onde atua”, afirmou.
Mais do que um documento, a Carta Santarém representa ganhos estratégicos para empresas, governos e comunidades ampliando a transparência, fortalece a previsibilidade regulatória, integra territórios e oferece bases sólidas para investimentos sustentáveis.
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