(Foto: Ozéas Santos )
Mara de Fátima Almeida Bragança não hesita em se autodefinir: “sou servidora pública da Alepa há 34 anos e mãe de dois filhos. Um deles é um rapaz de 38 anos especial, e por isso me acho também especial, porque dei toas as condições que pude para meu filho ser independente, mesmo com as limitações que ele possui”, avalia emocionada.
Mara conta que na primeira gestação, o bebê era muito grande, nasceu com cinco quilos. “O médico decidiu fazer cesárea, mas entrei em trabalho de parto duas semanas antes do previsto, quando meu médico estava fora da cidade. No hospital, demoraram muito a perceber que não poderia ser um parto normal, e quando decidiram fazer a cirurgia, o bebê já estava sofrendo com anoxia- que é falta de oxigenação no cérebro”, lamenta.
O filho ficou com sequelas, mas Mara nunca desistiu: “até para amamentar era difícil, ele não conseguia sugar o leite. Passava horas para conseguir alimenta-lo”. Madson demorou a andar, a falar, o desenvolvimento foi mais lento. Na escola, ela também foi fundamental para o desenvolvimento do filho. “Assistia as aulas com ele para pegar todas as matérias e estudar com ele em casa”.
A decisão de ter o segundo filho foi difícil. “O médico recomendava ter outro bebê, porque com outra criança crescendo junto com Madson, iria ajudar no desenvolvimento dele. Meu marido não queria, tinha medo de acontecerem problemas novamente, mas eu engravidei mesmo assim”, conta Mara.
E ela estava certa. Desde pequeno, Maurisson ajudou o irmão. “Ele chamava para brincar, fazia ele se movimentar, andar e até a falar”, lembra.
Hoje, Mara comemora por se considerar uma mãe feliz, realizada em casa e no trabalho. “Gosto de trabalhar na Alepa, aqui eu nunca tive problemas ou barreiras para dar assistência ao meu filho. Até pouco tempo, tinha que acompanha-lo na terapia e nesses dias, era dispensada do trabalho. Até o atendimento fonoaudiólogo foi mais fácil, porque não havia profissionais em Belém e a especialista que eu consultava veio trabalhar na Alepa e passou a acompanhar todo o tratamento de perto”, conta Mara.
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