Foto: Polícia Civil
Renata Taylor, transexual que integra o movimento LGBT no Pará, destacou a importância da carteira de Nome Social como uma conquista para o grupo no combate à discriminação, ao preconceito e à violênc (Foto: Polícia Civil)
Investir na melhoria da qualidade no atendimento ao público LGBT para oferecer um tratamento digno e mais humanizado nas unidades da Polícia Civil. Esse é o objetivo da Oficina de Enfrentamento à LGBTFobia realizada, nesta sexta-feira, 19, na Delegacia-Geral.
A programação coordenada pela Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV) e Academia da Polícia Civil reuniu, durante a manhã, delegados que dirigem Seccionais, Delegacias e Unidades Integradas Propaz (UIPPs) e servidores da Delegacia Geral, para assistir a palestras sobre temas diversos. A abertura contou com a presença do delegado-geral, Rilmar Firmino, que destacou os cuidados que os servidores precisam ter no atendimento para evitar a chamada revitimização.
Na ocasião, o secretário de comunicação do Estado, Daniel Nardin, apresentou os vídeos da campanha "Diversidade: Eu Respeito. E Você?", lançada pelo Governo do Pará, em maio, para combate à LGBTFobia.
O gerente de Livre Orientação Sexual da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Beto Paes destacou que as pessoas que pertencem ao grupo LGBT ainda são vítimas de preconceito todos os dias. Ele ressalta que a campanha lançada pelo Governo tem a meta de mostrar que todos são iguais e que o respeito não tem gênero. "O respeito é pra todo mundo, independente da orientação sexual. Queremos mostrar ao povo brasileiro que é possível mudar esse cenário de violência, tão presente nos dias de hoje, para um cenário de aceitação. Somos iguais em direitos e esse princípio da igualdade é o que deve prevalecer em nosso dia a dia".
Segundo a delegada Aline Boaventura, diretora de atendimento a Grupos Vulneráveis, da Polícia Civil, a oficina é alusiva à campanha do Governo do Estado e também faz parte do contexto das capacitações que a Polícia Civil, em parceria com o Propaz, Sejudh e Segup, vem promovendo na capital e interior do Estado, ao longo deste ano, visando qualificar os profissionais de Segurança Pública para prestar um atendimento diferenciado aos chamados Grupos Vulneráveis, dos quais fazem parte mulheres, crianças e adolescentes, idosos e pessoas LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros).
A delegada destacou os projetos lançados pelo Governo do Estado com foco na prevenção e combate à LGBTFobia no Estado, como a Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos, e a Carteira de Registo de Identidade Social para travestis e transexuais.
Renata Taylor, transexual que integra o movimento LGBT no Pará, destacou a importância da carteira de Nome Social como uma conquista para o grupo no combate à discriminação, ao preconceito e à violência de gênero contra essas pessoas.
A programação contou com as palestras de Beto Paes, de Rafael Ventimiglia, da Fundação Propaz; Renata Taylor, integrante do movimento LGBT no Pará; Virginia Costa da Diretoria de Prevenção Social da Violência (Diprev) vinculada à Secretaria de Segurança Pública (Segup) e delegada Hildenê Falqueto, diretora da Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH) da Polícia Civil.
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