Ação
Foto: Mateus Costa / ascom sedap
O secretário Hugo Suenaga informou que já está montando, na Sedap, um Núcleo de Inteligência de Mercado com o fim de buscar informações para subsidiar políticas públicas para o setor. (Foto: Mateus Costa / ascom sedap)
Os donos de frigoríficos no Pará estão preocupados com a queda de 26% na receita de exportação da carne em 2018. A informação foi do presidente do Sindicato da Indústria de Carnes no Pará (Sindicarne), Daniel Acatauassú Freire, durante reunião solicitada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hugo Suenaga, para discutir os impactos da crise no setor.
A restrição de mercado imposta pela diplomacia brasileira, que prioriza os grandes frigoríficos do sul e sudeste do Brasil, segundo Acatauassú, seria a causa da queda nas exportações paraenses, enquanto no resto do país houve alta de 8% no ano passado. Outra preocupação é com os produtores, atualmente eles preferem vender boi vivo e bezerros para outros Estados a preço maior que a oferta das indústrias locais, o que pode afetar o funcionamento dos frigoríficos, já tendo causado o fechamento de um em Xinguara, o que deixou 600 pessoas desempregadas na região.
O quadro ainda é agravado pela redução de 25% no consumo de carne, verificado entre os anos de 2007 a 2017 no país. Para o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), Lucivaldo Lima, “é preciso pensar estrategicamente no que o consumidor quer e para isso é necessário criar no Pará, um instituto de inovação do agronegócio para debater idéias de melhorias para o setor”.
O secretário Hugo Suenaga informou que já está montando, na Sedap, um Núcleo de Inteligência de Mercado com o fim de buscar informações para subsidiar políticas públicas para o setor. “O primeiro passo para efetivar mudanças será a reestruturação da Câmara Setorial da Pecuária de Corte, dentro do Conselho do Agronegócio (Consagro) para debater soluções e criar uma proposta ao governador Helder Barbalho”, frisou o secretário.
O debate, realizado nesta quinta-feira (17), envolveu representantes das federações paraenses da Indústria (Fiepa) e da Agricultura e Pecuária (Faepa) e vai continuar com a presença da ministra da Agricultura Tereza Cristina, que prometeu vir ao Pará em fevereiro. “Precisamos unir esforços para equacionar os problemas porque o Estado tem condições de ser um dos maiores produtores do país, trabalhando dentro da legislação”, enfatizou o presidente da Faepa, Carlos Xavier.
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