Manhã 30/05/2019
O governador do Pará, Helder Barbalho, recebeu, na tarde da última quarta-feira (29), uma comitiva formada por sete representantes de associações de esposas de policiais militares, no Palácio do Governo. O objetivo foi discutir, ao lado de membros da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), das Secretarias de Planejamento e Educação, Banco do Estado do Pará (Banpará), e outros, o movimento das mulheres, que impede a saída dos policiais do 2° Batalhão de Polícia Militar.
Mesmo após ser atendido o pedido de aumento do aluguel social, uma condicionante para o fim do movimento, as mulheres decidiram manter o impedimento dos agentes de deixar o BPM. Diante do não cumprimento do prometido, a reunião foi suspensa. O governo afirma que mantém o canal de diálogo aberto, a fim de expor e construir medidas para melhorar as condições de trabalho e bem estar dos policiais, desde que as esposas cumpram com o acordado e permitam que os policiais voltem a exercer as suas funções, de servir e proteger a sociedade.
Interdição – A Segup informa ainda que, de acordo com a Polícia Militar do Pará, nesta quinta-feira (30), na capital, permanece apenas a interdição feita pelas esposas dos PMs do 2º Batalhão, localizado no bairro da Campina, em Belém, impedindo a saída dos agentes para o trabalho nas ruas.
O policiamento ostensivo e preventivo na circunscrição da unidade ocorre sem prejuízo à segurança da área. Vinte e duas viaturas realizam ações de policiamento, com o apoio de unidades do Comando de Missões Especiais (CME), Comando de Policiamento Especializado (CPE), motopatrulhamento do 28º Batalhão (Batalhão Águia) e equipes de policiamento ciclístico.
No 5° BPM em Castanhal, três viaturas e motocicletas da Rocam permanecem paradas nas dependências da unidade. O policiamento no município está sendo realizado por 9 viaturas – da supervisão do quartel e da 1° 2° Companhias do 5° BPM, sem causar prejuízo nas atividades. Não há interdição no 6° e 10° Batalhão de Polícia Militar.
Elucidados – Todos os casos que vitimaram agentes de segurança pública no Estado do Pará, no ano de 2019, foram solucionados. No período de 1º de janeiro a 28 de maio deste ano, houve registro de 22 casos de homicídios de agentes de segurança, sendo 21 deles de policiais militares. Desses registros, os autores foram presos, mortos ou identificados e já tem mandado de prisão decretado.
“Todos os casos que ocorreram nós demos a resposta imediata, mas agora estamos trabalhando para que não ocorram, passar a mensagem para a tropa de que o Estado é maior do que qualquer criminoso”, declarou o titular da Segup, Ualame Machado.
A atuação da investigação não se limita ao período do caso em si. Medidas de segurança foram elaboradas a fim de operar no processo pós-morte e combater esse tipo de violência. Exemplo disso é o aplicativo “SOS PM”, criado para funcionar como uma espécie de botão do pânico, onde uma notificação é enviada a todos os usuários cadastrados no sistema e no Centro Integrado de Operações (CIOP). Além dessa, outras medidas estão sendo adotadas, como curso de autodefesa, operações de rondas em residências policiais que foram ou se sentem ameaçados.
Tags
segup
Relacionadas
-
TecnologiaSoftware identifica aglomerações e vai ajudar no combate à pandemia de Covid-19
-
Ações integradasRoubo de carros cai 53% no Pará de janeiro a maio de 2019
-
Não cumpriram acordo
Estado dialoga e atende demanda, mas esposas insistem na interdição de batalhão da PM
O governador do Pará, Helder Barbalho, recebeu na tarde desta quarta-feira (29) uma comitiva formada por sete representantes de associações de esposas de policiais militares,... -
Segurança PúblicaPreso último foragido do caso das mortes no Guamá, em Belém
-
Gestão administrativaServidores participam de capacitação voltada para a gestão pública
-
Combate à criminalidade
Boletim de ações emergenciais - Segurança Pública
O Governo do Pará mantém uma série de ações ostensivas, preventivas e de longo prazo no combate à criminalidade, a fim de garantir a proteção da... -
Segurança PúblicaDenúncias anônimas contribuem para esclarecer crimes na RMB