Segurança Pública

Polícia Civil transfere de Goiás para Belém acusado de matar PMs no Pará

A Polícia Civil transferiu para Belém, nesta sexta-feira (31), o preso Manoel Barbosa dos Santos Júnior, conhecido como “Júnior Doido”, integrante de facção criminosa e apontado como autor das mortes de dois policiais militares e suspeito de participar da morte de outro PM, no Estado do Pará. Ele foi preso no último dia 28 na cidade de Luziânia, a 196 quilômetros de Goiânia (GO), durante operação realizada, de forma conjunta, por policiais civis da Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos do Pará (DHAP), da Polícia Civil de Goiás, e da Divisão de Homicídios do Distrito Federal.

O preso chegou por volta de 15 horas ao Aeroporto Internacional de Val de Cans, sob a escolta de policiais civis do GPE (Grupo de Pronto-Emprego), e foi conduzido à Delegacia-Geral, onde foi apresentado em entrevista coletiva. As informações foram prestadas pelo delegado Sérvulo Cabral, diretor de Polícia Especializada, e Márcio Freitas, da Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos. 

Conforme o delegado Márcio Freitas, Manoel Júnior foi identificado nas investigações como autor dos assassinatos do policial militar da reserva Valdomiro de Oliveira Barros, conhecido como "Canana", em março de 2018, em um mercadinho na Avenida Roberto Camelier, bairro do Jurunas, e do cabo PM Ivaldo Joaquim Nunes da Silva em abril de 2018, no bairro da Sacramenta, ambos na capital paraense.

Manoel Júnior é suspeito ainda de envolvimento na morte do sargento PM Ananias Portal Franco, em abril de 2018, quando a vítima desapareceu no Distrito de Outeiro, em Belém, e seu corpo continua desaparecido.

Na morte do policial militar Valdomiro Barros estão envolvidos 11 acusados, todos já identificados. Seis deles estão presos; três morreram; um está foragido e o outro é menor. As investigações do crime duram um ano. O inquérito mostrou que o policial militar da reserva foi morto porque era uma pessoa atuante no combate ao crime e, por essa razão, virou alvo de criminosos. Em Belém, o preso será interrogado pela equipe policial para apurar seu envolvimento em outros crimes, como tráfico de drogas e associação ao tráfico de entorpecentes.

Atuação - Segundo as investigações, ele desempenhava três funções dentro da facção criminosa: "torre", "disciplina final" e "idealizador de missões". O delegado Sérvulo Cabral explicou que o acusado era responsável em dotar de recursos pessoas que iriam executar mortes, arrumando armas e carros, além de planejar rotas de fugas. Ele também era responsável em dar a ordem final dos crimes, determinados pela facção criminosa.

O preso tem atuação no bairro do Guamá e no município de Limoeiro do Ajuru, na Região do Tocantins, onde é suspeito de envolvimento na morte de José Ricardo Alves Rodrigues, 50 anos, que era secretário adjunto de obras e chefe da Defesa Social do município. O crime ocorreu em 17 de janeiro de 2018.

Conforme o delegado Márcio Freitas, ao ser preso em Goiás o acusado portava um documento falso, em nome de um advogado. O preso tem dois mandados de prisão temporária e outros dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça do Pará, na qual responde por homicídios de policiais militares, latrocínio e tráfico de drogas.

O acusado foi preso em flagrante com uma pequena porção de maconha, além de um documento falso com a identificação de Gabriel Lucas Braga Chaves. Na casa do acusado, os policiais civis prenderam Edicarlos da Silva Melo, flagrado também com um documento falso em nome de José Fernando Matos dos Santos. Edicarlos foi autuado por uso de documento falso em Luziânia, onde ficou preso. Manoel Júnior também foi autuado em flagrante por uso de documento falso na delegacia do município goiano.

O delegado Sérvulo Cabral enfatizou que os 22 casos de agentes de segurança pública mortos em 2019 já estão esclarecidos, com os autores presos, identificados ou mortos em confronto com policiais.

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