ACOLHIMENTO E SEGURANÇA

Música, relatos e muita alegria marcam retorno às aulas presenciais na Escola Bosque

“Foi no Bosquinho que a escola começou. Foi uma luta do povo. Este momento é de recomeço pra nós", declarou o (Foto: Ascom/Funbosque )

A Fundação Centro de Referência em Educação Ambiental Escola Bosque “Professor Eidorfe Moreira” (Funbosque) retornou às aulas presenciais nesta segunda-feira, 20. Na sede da instituição, o Bosquinho abrigou a acolhida aos estudantes do ensino médio, com um café da manhã, acompanhado de música e saudações de boas-vindas.

A referência ao Bosquinho, possuí um significado especial para a escola Bosque e para os moradores, por se tratar do local onde teve início a luta popular, que resultou na criação da Escola Bosque.

“Foi no Bosquinho que a escola começou. Foi uma luta do povo. Este momento é de recomeço pra nós. Por isso, tem um significado especial. Neste período, choramos com a perda dos entes queridos. Então, precisamos nos fortalecer e seguir juntos, em comunhão”, disse o coordenador do Ensino Médio da Funbosque, professor Carlos Alencar.

"Aqui de fato é um local importante, especial, como disse o professor Carlos, porque iniciou com o povo, com Mariano Klautau. A Escola Bosque tem papel importante para Belém, por mostrar que somos uma resistência, não só dá cidade, mas em esfera nacional. A floresta amazônica é pauta do ensino médio e está sendo destruída. Mas, como nos deixou em seu legado, Paulo Freire, é preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar. Vamos esperançar juntos”, declarou o presidente da Funbosque, Alickson Lopes.

Estrutura da Funbosque - Localizada na ilha de Caratateua, distrito Outeiro, a Funbosque conta com 2.734 alunos e abriga a Escola Bosque/sede, Casa Escola da Pesca e mais cinco unidades pedagógicas das ilhas, com três em Cotijuba (Faveira, Flexeira e Seringal), Jutuba, na ilha de Jutuba, e Jamaci, na ilha de Paquetá.

Aula na Horta do Conhecimento - A turma de educação infantil teve um momento especial na Horta do Conhecimento, realizando vivência no viveiro de mudas. A atividade no berçário das mudinhas de hortaliças oferece um pouco da germinação, na prática, despertando um olhar de cuidar para diferentes formas de vida.

O projeto Horta do Conhecimento possui metodologias pedagógicas, que provocam a construção do conhecimento junto aos alunos. São experiências que geram aprendizagens, que estimulam a interação, o debate e o raciocínio lógico, nesse contexto, possibilitando um olhar pra si e para o outro.

Educação nas ilhas - A programação na Unidade Pedagógica da Faveira, ilha de Cotijuba, teve várias atividades para as crianças. A dona de casa Simone Amaro, mãe do Alan, disse que é muito importante esse retorno das aulas presenciais. "Por questão da socialização e também para que consiga aprender mais ainda, essa volta presencial é necessária, pois durante esse período de pandemia muitos pais tiveram dificuldade em ajudar seus filhos com os deveres de casa. Então, por esse motivo acho importante a volta das aulas presenciais com os professores, não só para o meu filho, mas para todos os alunos".

A coordenadora Pedagógica das ilhas, Elisângela Costa, fez uma declaração emocionada. “Queremos compartilhar com todos a importância desse momento, pois é onde vamos reunir as crianças, as histórias, as emoções, mas também as dores, que esse momento de pandemia, infelizmente, nos trouxe. A ideia, é que, com isso, nós possamos aprender o quanto é importante dar as mãos e se apoiar. Então, estamos aqui para isso, para compartilhar a emoção desse encontro com as crianças, famílias, professores e funcionários".

Neste retorno do ensino presencial, a Funbosque seguiu todo o protocolo de segurança e higienização, com verificação de temperatura na entrada das unidades escolares, disponibilização de álcool em gel em pontos espalhados nas unidades escolares, pias com sabão para lavagem das mãos e distanciamento nos locais de concentração de pessoas.


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