Pará em Obras

Estado investe mais de R$ 18 mi na ampliação do Colosso do Tapajós

Com mais de 20 anos, o estádio está sendo adequado às normas da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para ser um dos mais modernos do país. O novo Colosso do Tapajós terá novo centro de treinamento para atletas, restaurantes, novo sistema de iluminação e elevador para pessoas com deficiência.

O Estádio Municipal “Colosso do Tapajós”, localizado na cidade de Santarém, passa por reforma e ampliação cujo valor ultrapassa R$ 18 milhões (Foto: Thiago Araújo/Ag. Pará)

Após mais de duas décadas de sua inauguração, o Estádio Municipal “Colosso do Tapajós”, localizado na cidade de Santarém, oeste paraense, receberá reforma e ampliação do Governo do Estado do Pará, cujo valor ultrapassa os 18 milhões de reais. A obra, já com 35% dos trabalhos em andamento, foi iniciada em março de 2013 e tem previsão de conclusão para dezembro deste ano. O projeto é executado pelo Consórcio União Paraense, com aporte financeiro sob a responsabilidade da Secretaria de Obras Públicas do Estado do Pará (Seop).

Segundo informações repassadas pela engenheira Anny Taketomi, uma das responsáveis pela obra, o novo “Colosso do Tapajós” faz parte de um projeto moderno que segue normas preestabelecidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). “Estamos reformando e ampliando um estádio utilizado ininterruptamente desde 1987, ou seja, há 26 anos, e que não foi concluído. Assim, ele tem que, obrigatoriamente, seguir as normas internacionais vigentes, até porque vai ser um dos mais modernos não só do Estado, mas também do país. Estamos fazendo todas as adaptações que nos foram solicitadas”, explica.

A fase atual da construção do Colosso é de estruturação da base que vai receber a continuação da arquibancada. As atividades do estádio não foram paralisadas para a sua construção e ele ainda recebe clássicos locais e jogos de times de outras regiões do Estado. Atualmente, o espaço tem capacidade para receber 12 mil pessoas, que ainda se acomodam em arquibancadas de concreto, mas após a ampliação poderá receber até 25 mil pessoas sentadas em cadeiras numeradas em dois níveis de arquibancadas cobertas, capazes de oferecer mais conforto e segurança aos torcedores.

Além do aumento na capacidade de público, o Colosso do Tapajós ganhará novo centro de treinamento para atletas, vestiários, banheiros para o público, espaço para restaurantes, áreas para lanchonetes, novo sistema de iluminação, amplo estacionamento e elevador que servirá a pessoas com necessidades especiais, além de também servir para acesso à tribuna de honra e cabine de imprensa.

“Não poderíamos executar um projeto moderno sem levar em consideração a acessibilidade. Outro detalhe é o sistema de iluminação, hoje obsoleto. Atualmente, o estádio possui quatro torres de refletores, totalmente defasado. A Fifa exige que eles sejam acoplados à própria estrutura de cobertura. Implantaremos, no total, 72 refletores, 36 em cada lateral principal”, detalha Taketomi.

A engenheira também explica que o fosso que circula o campo deve ser eliminado. “A Fifa também exige que este antigo recurso de segurança, muito utilizado nas construções das décadas de 70 e 80, deve ser eliminado. Eles não vão ser retirados, até porque são fundamentais para o sistema de drenagem do campo. O que faremos é uma estrutura que cubra este espaço, pois o objetivo principal com a adaptação é evitar acidentes. Esta parte ainda está em fase de estudo, mas com certeza vai ser trabalhada da melhor forma possível”, reitera.

Operário da construção civil desde a juventude, o santareno Ornício Caldas (63), que tem esposa e quatro filhos, participou da construção do Colosso do Tapajós na década de oitenta. Ele é um dos funcionários que trabalham no canteiro de obras do estádio e se diz um sortudo por ainda ter saúde para contribuir com o projeto. “Vocês não podem imaginar o tamanho da minha alegria por fazer parte dessa obra. É como se eu tivesse vivendo um sonho, fazendo parte da história de Santarém, pois eu vi essas paredes serem levantadas da terra, da fundação. Sem falar que é daqui que tiro o sustento da minha família. Um dia vou poder assistir a uma partida de futebol aqui, com meus netos, e explicar como tudo foi feito”, conta.

Para o mestre de obras Antônio Nascimento, um dos 80 funcionários que trabalham de carteira assinada neste projeto, além de se tratar de um marco histórico para a cidade, a reforma do Colosso do Tapajós também ajuda a reduzir o desemprego na região. “O Governo do Estado está de parabéns por trazer obras desse porte para o interior. Estamos falando de dezenas de pessoas que estavam desempregadas ou atuando em projetos distantes daqui, mas que ganharam oportunidade de remuneração próximo das suas famílias, no conforto das suas casas. Sem falar nos operários que estudam e não podem se deslocar a outras regiões. Ou seja, não é só uma obra de infraestrutura para o Baixo Amazonas, ela também que gera emprego em toda a região”, conclui.

Detalhamento da obra:
Início: março de 2013
Previsão de conclusão: dezembro de 2014
Andamento da obra: 35%
Valor global da obra: R$ 18.098.876,35
Empresa Responsável: Consórcio União Paraense
Secretaria Responsável: Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop)


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