Inclusão
Foto: ASCOM OS PARÁ 2000
O secretário de Cultura, Paulo Chaves, e o titular da Susipe, André Cunha, ao lado de internos que atuam no projeto de reinserção Transformando Vidas (Foto: ASCOM OS PARÁ 2000)
A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) renovaram, nesta quarta-feira (7), o convênio que garante a produção de plantas que alimentam lagartas e borboletas do Mangal das Garças. O contrato foi assinado pelos titulares da Secult, Paulo Chaves, e da Susipe, André Cunha, e pela presidente da mantenedora do espaço, a organização Pará 2000, Gabriela Landé.
O trabalho da Susipe é fundamental para a criação das borboletas. Ao se visitar o borboletário do Mangal das Garças, é difícil avaliar o trabalho que está por trás desse espaço de 1.350 metros quadrados. A produção de mais de 60 espécies de plantas é feita por uma turma de seis internos da Colônia Penal Agrícola Heleno Fragoso, unidade prisional de regime semiaberto que fica em Americano, Santa Izabel do Pará, como parte do projeto Transformando Vidas, parceria da Secult, por meio da Pará 2000, com a Susipe.
A continuidade do projeto, criado em 2007, foi assegurada com a renovação do convênio. Desde aquela época, vários detentos ganharam um novo ofício enquanto cumpriam a pena. “O borboletário e o projeto Transformando Vidas têm em comum a liberdade e a metamorfose. Ele garante a possibilidade de inserção social, de voltar a participar da sociedade; aqui conta-se uma história de vida, transformação, fé, beleza e poesia”, disse Paulo Chaves.
Renato Favacho, 43 anos, egresso da colônia penal, hoje é supervisor de jardinagem no parque. Ele conta que, depois de cumprir a pena, conseguiu emprego. “Comecei como auxiliar de serviços gerais, depois trabalhei na produção, virei jardineiro, encarregado e agora sou supervisor”. Antes do projeto Transformando Vidas, ele não conhecia nada sobre cultivo e plantação. “Na colônia eles ensinam todas as técnicas de poda e plantação. O projeto me trouxe mudanças, a dignidade e a cidadania de volta. Muitas portas se abriram para mim”, relata ele, que pretende fazer vestibular para Direito.
Os internos são remunerados pelo projeto e têm direito à redução da pena. Mais importante, entretanto, é a reinserção social por meio do trabalho e da educação. Para André Cunha, este é o maior diferencial do projeto. “A reinserção verdadeira só ocorre quando a sociedade dá oportunidades de trabalho, de retomar o curso da vida de maneira normal. Este convênio tem uma representatividade muito bonita, já que liga a produção da colônia a um dos principais pontos turísticos da cidade, permitindo ao egresso uma grande perspectiva de emprego”, ressalta.
Na cerimônia de renovação do contrato, os internos da Colônia Heleno Fragoso conheceram o borboletário. “É bem mais bonito do que eu imaginava. É muito bom ver o resultado do nosso trabalho e todas essas pessoas felizes”, disse um dos detentos. Para Gabriela Landé, a ideia é que cada vez mais pessoas conheçam o projeto. “Resgatamos este ano o Corredor da Metamorfose, espaço onde o público conhece tudo que está por trás do borboletário, inclusive esse projeto social que transforma vidas".
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