Transporte

Arcon e Movimento Acorda Marajó discutem melhorias no transporte hidroviário

Os representantes do Movimento Acorda Marajó pedem que seja aberto novo processo licitatório para que haja concorrência nas linhas de maior demanda (Foto: ASCOM / ARCON)

A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon) recebeu nesta segunda-feira (14) o representante dos usuários no Conselho Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Conerc) e representantes do Movimento Acorda Marajó, que reivindicam melhorias no serviço e questionam as tarifas aplicadas pelas empresas que cobrem o modal hidroviário na região marajoara.

O movimento não aceita os reajustes na tarifa do transporte intermunicipal de passageiros, aprovados pelo Conerc em outubro deste ano, e outro referente ao ano de 2014, mas com vigência a partir de 2015 – este último, conseguido judicialmente pelas empresas. Para os representantes da entidade, o custo do turismo é alto comparado à baixa qualidade do transporte.

A periodicidade dos reajustes é anual, enquanto as revisões ocorrem a cada três anos. Segundo o diretor geral da Arcon, Andrei Castro, “as alterações tarifárias são necessárias para que haja um equilíbrio econômico do sistema. Para que uma empresa solicite à Arcon o aumento de tarifa, ela deve estar em dia com todas as suas obrigações, incluindo multas e autos de infração pagos”, esclareceu.

Dario Pedrosa, um dos líderes do movimento, lembrou que na última reunião entre órgãos públicos e empresas que prestam o serviço, em março de 2014, foram feitas, entre outras, solicitações de adequação de assentos para maior conforto dos passageiros. Segundo ele, a demanda foi atendida, mas sem qualidade e em quantidade insuficiente. Outra questão levantada foi a melhoria da acessibilidade nos portos e dentro das embarcações. Os técnicos do Grupo Técnico Hidroviário da Arcon informaram que a acessibilidade é regulamentada pela Companhia de Portos e Hidrovias (CPH), e a Arcon adota essas normativas, sem ter o poder de modificá-las.

Os representantes do Movimento Acorda Marajó pedem ainda que seja aberto novo processo licitatório para que haja concorrência nas linhas de maior demanda, ou que seja substituída a empresa que hoje presta o serviço. O gerente do núcleo jurídico da Arcon, Bruno Guedes, explicou que “a agência é o órgão fiscalizador do contrato de prestação do serviço, que é assinado entre a empresa e a Secretaria de Transportes (Setran)”. “Não cabe à Arcon uma possível quebra ou mudança no contrato, mas sim notificar a empresa sobre quaisquer problemas que sejam constatados, tanto em fiscalização rotineira, quanto por denúncias. E, caso haja rescisão do contrato, o serviço será suspenso até que seja emitido um novo contrato”, afirmou.

Nova reunião foi marcada para o dia 17, com a participação da Arcon, Movimento Acorda Marajó, representante dos usuários no Conerc, empresas que trabalham no modal hidroviário no Marajó, Setran, CPH, Grupamento Fluvial da Capitania dos Portos (GFLU) e Ministério Público do Estado (MPE).


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