Círio Alepa 2016
(Foto: Ozéas Santos )
A Secretaria Legislativa da Alepa está cheia de devotos de Nossa Senhora de Nazaré. É muito comum encontrar nas mesas dos servidores desse setor, imagens da Santa, como forma de ter proteção durante as jornadas diárias de trabalho. Sandra Nazaré Ribeiro Ferreira é uma dessas pessoas que dedicam cada tarefa, cada realização e conquista à padroeira.
Apesar de já ter mais de 20 anos de Casa e de acompanhar o Círio da Assembleia Legislativa desde o início das homenagens feitas pelos servidores do Parlamento paraense, Sandra nunca conseguiu se aproximar da Santa. “Olhava de longe, fazia minhas preces de agradecimento junto com todos os outros servidores que esperavam a chegada da imagem original na sede do poder legislativo”, lembra a servidora.
Mas em 2012, foi diferente. “Foi um ano difícil. Enfrentamos um problema de saúde na família. Minha mãe fazia um tratamento contra um câncer e tinha terminado o tratamento. Graças a Deus e N. Sra de Nazaré, ela foi curada”, conta, emocionada.
Por isso, como de costume, no dia da Sessão Solene do Círio, Sandra foi para a frente do Palácio Cabanagem, na Cudade Velha, centro de Belém, esperar a chegada da Diretoria da Festa de Nazaré com a imagem da Santa. “Tinha muita gente, não consegui me aproximar. Acabei ficando em pé, perto do portão de entrada, mas achei que não ia conseguir vê-la”, diz Sandra. “Queria muito agradecer pela cura da minha mãe, me deu uma tristeza pensar que não conseguiria”, lamenta.
Para evitar empurrões, Sandra decidiu sair do local onde estava. "Arredei uns passos. E foi nesse momento que o presidente da Alepa, que recebeu a imagem, parou bem ao meu lado. Fiquei cara a cara com Nossa Senhora e toquei em seu manto. Foram alguns segundos e só conseguia repetir obrigada, obrigada, obrigada”, conta com lágrimas nos olhos.
Para Sandra Ribeiro, que nunca tinha ficado tão próxima da imagem oficial do Círio, “foi como se Ela soubesse o que passava em meu coração e se aproximasse de mim em um momento em que eu precisava muito daquele contato. Chorei muito depois e ainda me emociono quando lembro”, conclui.
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