Parlamentar pede ao Ministro da Indústria apoio para desenvolvimento mineral e madeireiro paraenses

Como um dos representantes da Assembleia Legislativa (Alepa), o deputado Sidney Rosa foi um dos anfitriões ao ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, na sede da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), onde ocupa a vice-presidência. Com a presença de autoridades e empresários, o ministro lançou em reunião na Federação, o programa “Brasil Mais Produtivo” (BMP), iniciativa que tem como meta aumentar no mínimo 20% a produtividade das empresas nacionais. Na ocasião, algumas empresas paraenses receberam premiações, divididas em categorias específicas.  

Sidney Rosa, que esteve acompanhado do deputado Divino dos Santos, dirigiu-se em seu pronunciamento a Marcos Pereira para falar de entraves das ZPS em Marabá e Barcarena, o projeto S11D da mineradora Vale e a mobilização de catorze estados, entre eles o Pará, que buscam recuperar perdas com a Lei Kandir. Ele também solicitou atenção do ministro quanto à atuação prejudicial do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no tratamento ao setor madeireiro, que sofre com a fiscalização considerada pelo deputado como despropositada. O segmento teve limitado também o aproveitamento de madeira serrada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), o que o parlamentar considera um “absurdo”.

No encontro, solicitado pelo presidente da Fiepa, José Conrado Santos, compareceram o secretário adjunto de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia Eduardo Leão e o prefeito de Belém Zenaldo Coutinho, entre outras personalidades.

INCENTIVO - O programa Brasil Mais Produtivo tem como meta base disponibilizar consultoria personalizada para pequenas e médias indústrias no intuito de reduzir desperdícios no processo produtivo, seja na superprodução, tempo de espera, transporte, processamento, inventário, movimento e defeitos.

Podem candidatar-se ao BMP as empresas industriais com produção manufatureira, de pequeno e médios portes que tenham entre onze e 200 empregados, mas preferencialmente estejam inscritas em Arranjos Produtivos Locais (APLs) ou aglomerações produtivas. No momento, o BMP atende empresas dos setores metalmecânico, vestuário e calçados, madeira e mobiliário e alimentos e bebidas. No Pará, segundo estimativas do governo federal, serão atendidos 70 empreendimentos.

O programa tem a coordenação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS).

De acordo com informações do governo, o BMP, lançado em 2016, já atendeu 559 empresas e outras 1.187 encontram-se atualmente em atendimento. Dados da União informam que as empresas que tiveram participação no programa registraram um aumento médio de produtividade de 52,4%. Além disso, foram registradas reduções média da movimentação do trabalho (58,51%) e do retrabalho (53,94%).


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