Combate ao Racismo
Foto: Cristino Martins/Ag. Pará
De acordo com Adelina Braglia, do Núcleo de Apoio às Populações Indígenas, Comunidades Negras e Remanescentes de Quilombos (Nupinq), o governo do Estado tem promovido ações de combate ao racismo e à p (Foto: Cristino Martins/Ag. Pará)
O Dia da Consciência Negra é celebrado neste dia 20 de novembro em todo o país. A data faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, último líder do maior dos quilombos, o Palmares. O Pará, segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção e Igualdade Racial, é o estado brasileiro onde vive o maior número de pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas, são 7,5 milhões de habitantes. E para comemorar a data, uma série de eventos foram programados ao longo do mês.
Nesta segunda-feira (20), foi lançada a Campanha Institucional de Combate ao Racismo nas redes sociais do Governo do Estado. O vídeo de 32 segundos tem como título “Palavras que Machucam - Dia da Consciência Negra” e mostra que expressões usadas no dia-a-dia, como “cabelo duro”, “buraco negro”, entre outras, aparentemente bobas e sem maldade, podem machucar. A ideia é fazer um convite a conscientização para o não uso dessas expressões.
Nesta manhã também, na área do Complexo da Governadoria, foi plantado um pé de baobá - árvore de origem africana. De acordo com a coordenadora, Adelina Braglia, do Núcleo de Apoio às Populações Indígenas, Comunidades Negras e Remanescentes de Quilombos (Nupinq), órgão do Governo do Pará, a planta tem um simbolismo muito forte para os povos de origem africana. “Ela é conhecida pela sua enorme resistência ao tempo. É uma árvore de origem africana, de tronco largo, capaz de viver até mil anos. Então, simboliza a resistência africana, a capacidade de resistência que o povo negro sempre teve”, ressaltou.
Segundo ela, o Governo do Estado tem promovido ações de combate ao racismo e à promoção da igualdade, voltadas principalmente aos quilombolas. “Não restam dúvidas que o Pará foi precursor na política de titulação de terras de quilombos. Orgulhosamente, continuamos sendo o estado que mais titulou terras para quilombos em todo o Brasil”, afirma.
A cerimônia foi coordenada pela Gerência de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), com a participação de representantes da Secretaria Extraordinária de Integração e Políticas Sociais (Seips); Ouvidoria do Conselho Estadual de Segurança; Secretaria Extraordinário de Estado de Municípios Sustentáveis, representada pela secretária Izabela Jatene; além de instituições ligadas à causa negra no Pará, como o Instituto Nangetu.
Além dessas ações, na última sexta-feira 17, o anfiteatro Pedro Nolsaco, na Estação das Docas, recebeu “A noite da Beleza Negra Paraense, realizada pelo grupo Acena, com o apoio do Governo do Estado, o evento tem como objetivo promover o empoderamento da mulher negra, por meio da beleza, da cultura e da musicalidade.
As comemorações pelo Dia da Consciência Negra tiveram início durante a abertura da campanha pelos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, promovida pelo Governo do Estado, por meio da Sejudh, que organizou uma série de ações preventivas e de combate à violência contra as mulheres no Pará, que este ano tem como tema “Empodera Mulher Negra. Empodera!”.
“A campanha nesse ano tem um foco específico para a mulher negra. Na verdade, esta é uma convocação para o combate ininterrupto, por todo o ano. Os 16 dias são para chamar a atenção, por meio de campanhas de conscientização, para o caso das mulheres negras, indígenas e de comunidades quilombolas, que sofrem violência”, acrescentou na ocasião, Adelina Braglia, coordenadora do Nupinq.
Cultura - A partir desta terça-feira, 21, às 9h, a Casa da Linguagem, unidade da Fundação Cultural do Pará (FCP) se integra as comemorações pelo Dia da Consciência Negra. A programação começa com leituras de textos literários de autores negros brasileiros com Janete Borges. Logo em seguida haverá uma palestra com o tema “Racismo e bullying nas escolas” com Preto Michel e o lançamento de seu livro “A escola”.
Na quarta-feira, dia 22, a professora Joana Nascimento fará apresentação do vídeo e ministrará palestra “Negro na Cabeça”, às 15h, no auditório da Casa da Linguagem. Na quinta-feira, 23, a Casa da Linguagem promove a Roda “Poética: Poesia e Negritude”, que engloba contação de histórias e apresentação musical de Hip-Hop, e encerra com a apresentação da Banda Ita LemiSinavuru.
Feira da Beira – A programação da FCP continua na sexta-feira, 24, a partir das 17h30, com a Feira da Beira Afrocultural que terá como atrações: a cantora Nazaré Pereira; espetáculo de Danças Urbanas “Afro caboclo: Em nossa mente” com os aluno do Curro Velho e a banda Zimba Groove com o show “Identidade Preta”.
* Com informações da Ascom FCP
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