CPI Barcarena

CPI ouve funcionários da Hydro e convoca Presidente internacional da empresa

(Foto: Ozéas Santos )

Hoje, 13 de agosto (segunda-feira), na 20ª Sessão de Oitivas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os danos ambientais causados à bacia hidrográfica do rio Pará, no município de Barcarena, houve a participação de vários funcionários da empresa Hydro Alunorte como depoentes.

A principal pauta da oitiva abordou os acontecimentos dos dias 16 e 17 de fevereiro de 2018 quando, por conta das fortes chuvas, ocorreu um intenso transbordamento das bacias de rejeitos químicos da empresa Hydro no rio Pará, resultando em uma grande mancha avermelhada nas águas.

Foram ouvidos alguns dos funcionários da Hydro Alunorte presentes no auditório João Batista na Alepa, — cujos nomes devem ser mantidos sob sigilo por questões de segurança — todos qualificados pelo relator da CPI, o deputado estadual Celso Sabino. Essencialmente, todos discorreram sobre suas cabidas participações no caso e de como se deram os procedimentos que foram tomados pela empresa após a ocorrência. 

“Ouvimos alguns funcionários da empresa Hydro que estavam na empresa no dia 16 à noite, o dia em que ocorreram as fortes chuvas que estão sendo investigadas por essa CPI. Estamos também ouvindo alguns funcionários que possuem uma função estratégica para nos esclarecer, por exemplo, como funciona a operação da empresa, como funciona o tratamento dos seus efluentes, o momento em que foi decidida a utilização do canal velho que já está comprovado e que não possui autorização de funcionamento. Inclusive, o uso desse canal ocasionou uma autuação sobre a Hydro, pela utilização que não possui licenciamento autorizado”, disse o relator Celso Sabino.  

O Deputado também comentou a respeito da convocação do presidente mundial da Hydro como depoente da CPI, o químico Svein Richard Brandtzæg.  “Os advogados da empresa estão apresentando ofícios, tentando direcionar a CPI a ouvir outros diretores da empresa e não o diretor-presidente mundial. Nosso objetivo em ouvir Svein é exatamente esclarecer algumas questões, pois ele veio a público, no início do incidente, para se desculpar à sociedade paraense e ao povo brasileiro pela empresa não ter tomado todos os cuidados necessários. E agora, nós queremos ouvir dele o que o motivou a pedir desculpas, levando em consideração que os advogados da empresa têm, a todo momento, apresentado subterfúgios e contestações negando fatos. Por isso, estamos negociando a presença dele na CPI para prestar o seu esclarecimento.” 

O próximo encontro da CPI, previsto para o dia 20 de agosto (segunda-feira), marcará a realização de uma reunião aberta para o manifesto de testemunhas e representantes de comunidades que não tiveram a oportunidade de serem depoentes ao longo das sessões de oitivas planificadas.

 


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