BIENAL DE ARTES

Moradores da Pedreira comemoram retorno da Bienal das Artes

Bairro do Samba e do Amor respira mais cultura com a realização da Bienal na Aldeia Cabana

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Uma boa parte do público presente todas as noites na Aldeia Cabana de Cultura Amazônica David Miguel, na Bienal de Artes de Belém, é de vários lugares do bairro da Pedreira. As apresentações tornaram-se um espaço para encontros e reencontros, dando mais vida ao bairro do samba e do amor. As atrações culturais, que tem movimentado multidões, são também uma oportunidade para várias pessoas fazerem uma renda extra com venda de bebidas, comidas e outros produtos.

Para o escritor Raimundo Sodré, de 59 anos, morador da travessa Pirajá, entre as avenidas Pedro Miranda e Marquês de Herval, a diversidade e oferta de gêneros da Bienal é muito bom. “Existem vários critérios para avaliar o evento, a frequência, a qualidade do som, os picos de participação. Sempre tem gente aplaudindo e participando muito, havia uma carência disso”, afirmou.

Ele ressalta a importância de a cultura popular voltar a ser referência no bairro. Sodré que também é compositor chegou a ser um dos finalistas em uma edição anterior do Festival de Música Brasileira. “Antes de fazerem esse apagamento da Bienal nos últimos dezesseis anos. Eu e meu amigo Edir Gaya colocamos a canção ‘O samba para Julião’ que falava justamente sobre um sambista e da Pedreira ser o bairro do samba e do amor. Estamos voltando a ser essa Pedreira das artes”, assegurou.

A analista de sistema Michele Chermont, de 47 anos, moradora da travessa Lomas Valentinas, também ficou muito contente com o retorno da Bienal das Artes. “Eu achei que cada dia é uma vibe na Bienal. Cada dia tem um público, achei interessante como fizeram a divisão dos dias de cada estilo. Ontem teve o Jonny Hooker, que eu não conhecia, cheguei a vê-lo e gostei de conhecer o trabalho dele”, afirmou.

Michele acredita que a Bienal das Artes poderia dar mais espaço para o ritmo brega na próxima edição. “A Pedreira é o bairro do samba, da aparelhagem e do brega. Faltou a galera do brega. A raiz da gente é o brega. Com a exceção do Fruto Sensual, que toca um pouco, faltou esse estilo”, sugeriu. 

O enfermeiro Idelso Júnior, de 43 anos, morador também da Pirajá, entre as avenidas Pedro Miranda e Marquês de Herval, a Bienal trouxe novo encanto ao bairro. “A Bienal estimula a cultura popular, e é uma atração no bairro. Vem muitas pessoas de fora também. Os vizinhos têm comentado que essa é uma característica do governo municipal do Edmilson Rodrigues. Esse resgate da cultura popular é característica dos governos dele”, destacou. 

“Todo evento que vem para Pedreira estimula essa questão da economia popular. As pessoas conseguem ter uma renda para sua família, devido ao evento. Gera essa economia para o bairro, já que vem um público de outros bairros”, detalhou. “É positivo o evento para o bairro, por termos a característica de sermos o bairro do samba e do amor”, enfatiza. 
 


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