Educação

Biblioteca Pública Arthur Vianna participa da 12ª edição da Olimpíada Solidária de Estudo

As bibliotecas Pública Arthur Vianna (foto) e a Municipal Avertano Rocha representam o Pará na Olimpíada Solidária de Estudos (Foto: Sidney Oliveira/Ag. Pará)

Nesta quarta-feira, 5, começa no Pará, e em sete estados brasileiros, além do Distrito Federal, a Olimpíada Solidária de Estudos, uma iniciativa que pretende aumentar e incentivar a frequência de pessoas de todas as idades em bibliotecas públicas e particulares. Esse mesmo evento é realizado em outros 13 países. No Pará, as bibliotecas públicas Arthur Vianna e a municipal Avertano Rocha estão cadastradas. Até 5 de dezembro, cada hora de estudo/leitura que qualquer pessoa passar dentro de uma biblioteca cadastrada será revertida em dinheiro para a compra de livros.

Atualmente, 8,5% da população brasileira são analfabetos absolutos e 17,8% analfabetos funcionais. Além disso, 43,4% das pessoas acima dos 25 anos não completaram o ensino fundamental. Apenas 12% dos jovens entre 14 e 24 anos são considerados leitores. Dados como estes impulsionam o terceiro setor a investir em projetos voltados para o incentivo à leitura e ao estudo. Este é o caso da Olimpíada Solidária de Estudo, evento mundial promovido no Brasil pelo Instituto Ekloos.

O evento será realizado de 5 de novembro a 5 de dezembro, em mais de 450 bibliotecas pelo mundo, que pretendem acumular mais de 650 mil horas de estudo e leitura. Brasil, Espanha, Bélgica, França, Equador, México, Croácia, República Democrática do Congo, Burindi, Chile, Haiti, Costa do Marfim e Portugal participam da Olimpíada este ano. No Brasil, são mais de 50 bibliotecas cadastradas em sete estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará e Pará) e no Distrito Federal.

A Olimpíada Solidária de Estudo é um projeto mundial de incentivo à leitura e ao estudo, nascido na ONG espanhola Coopera, em 2002, chegando, este ano, à 12ª edição. O objetivo é atrair pessoas de todas as idades para as bibliotecas cadastradas, seja para ler ou estudar, permitindo, assim, que milhares de outras pessoas tenham acesso ao incrível mundo dos livros.

Sob o tema “Abra um livro na vida de uma criança”, para cada hora de estudo ou leitura realizada na biblioteca cadastrada, R$ 1,00 será doado a uma ONG. Nesta edição, o total de horas será revertido pelo projeto em reais para a compra de livros. Algumas das mais importantes bibliotecas universitárias do País estão cadastradas, como a da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Estadual Paulista e Universidade Estadual de Londrina.

Bibliotecas públicas e privadas, como a do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, e a Biblioteca Pública Municipal Professor Lima Botelho, no Ceará, também já confirmaram participação. A lista completa de bibliotecas participantes está disponibilizada no site www.olimpiadasolidaria.com.

Benefícios

Todos os anos é escolhido um projeto para receber os recursos obtidos através das horas solidárias. A organização beneficiada este ano será o Lajão, no Tabajaras, comunidade localizada entre os bairros de Copacabana, Ipanema e Lagoa, no Rio de Janeiro. Em 2004, aos 17 anos, Lequinho (Alex Azevedo), morador da comunidade, iniciou este projeto e hoje coordena um espaço cultural de três andares.

Ao todo, mais de 100 crianças já foram beneficiadas pelo espaço, por meio de atividades como aulas de teatro, futebol e dança. No dia 13 de dezembro, o espaço passará a contar com uma biblioteca, que será montada a partir dos livros doados pela Olimpíada. Os livros serão entregues durante uma festa que contará, ainda, com contadores de história.

Para Andrea Gomides, diretora do Instituto Ekloos, a condição da doação dos livros através das horas de estudo é justamente para estimular as pessoas a frequentarem mais as bibliotecas ao seu redor. “A leitura e o conhecimento são mandatórios para uma mudança social expressiva. Por isso, queremos envolver a sociedade como um todo nesta ação solidária. Com apenas uma hora dedicada à leitura ou ao estudo em uma das bibliotecas participantes, é possível contribuir para a redução do analfabetismo”.

Ela diz, ainda, que a expectativa é de que, ao menos 10 mil pessoas participem da Olimpíada este ano no País. Os livros excedentes serão divididos entre outras bibliotecas participantes. A Olimpíada Solidária de Estudo é patrocinada pela empresa Punto, importadora de metais, e pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio do Programa de Fomento à Cultura Carioca.

Informações sobre as bibliotecas cadastradas e sobre os demais serviços que serão realizados no decorrer deste mês de evento podem ser encontradas no site oficial da Olimpíada Solidária de Estudo no Brasil (www.olimpiadasolidaria.com) ou nas redes sociais do Instituto Ekloos: www.facebook.com/ekloos e www.twitter.com/institutoekloos.

Ao redor do mundo

A Olimpíada Solidária de Estudo é focada no público jovem e quer estimular a reflexão sobre os valores da solidariedade e da responsabilidade social, sensibilizando os jovens quanto às realidades socioeconômicas e políticas das populações menos favorecidas e dando-lhes a oportunidade de viver de maneira ativa estes valores. Nas 12 edições, já foram acumuladas mais de 3.2 milhões de horas de estudo e leitura e mais de R$10 milhões foram doados a projetos sociais.

No Brasil, ela é realizada pelo Instituto Ekloos desde 2007, mas é internacionalmente coordenada pela ONG Actec, da Bélgica, e pelas ONGs espanholas Coopera e Cooperación Internacional, que se dedicam à realização de projetos de cooperação no âmbito da Educação e têm como missão promover o desenvolvimento humano de acordo com a dignidade das pessoas.

O Instituto Ekloos é uma entidade sem fins lucrativos, com a missão de possibilitar o crescimento sustentável de projetos socialmente responsáveis, promovendo a inclusão social através do desenvolvimento de outras entidades. Tem como principais objetivos: a profissionalização do terceiro setor, aplicando conceitos de gestão; unir elos através de parcerias entre ONGs, empresas e governo; e ecoar mensagens que estimulem o voluntariado e a atuação responsável na sociedade.


Tags

Educação cultura FCPTN