Valores
Foto: Ascom Fasepa
A assistente social Alessandra Oliveira ressaltou que os encontros promovidos pela Fasepa permitem que os profissionais tenham um olhar mais humanizado do trabalho e das questões sociais (Foto: Ascom Fasepa)
As práticas restaurativas são uma das ferramentas metodológicas usadas na mediação de conflitos no atendimento socioeducativo. Para aprimorar a aplicação dessas práticas no cotidiano, a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) realiza desde a segunda-feira (20), no auditório da instituição, um encontro de formação e capacitação de profissionais do Núcleo de Gestão de Pessoas (NGP).
A iniciativa faz parte de uma série de encontros promovidos pelo NPR visando qualificar e intensificar as ações com a comunidade socioeducativa, envolvendo adolescentes internos, familiares e servidores, e assim promover os valores e conceitos inerentes à Justiça Restaurativa, como participação, esperança, interconexão, respeito e empoderamento.
Para a assistente social Alessandra Oliveira, que integra o NGP, “esses encontros permitem que nós tenhamos esse olhar mais humanizado do nosso trabalho e das questões sociais como um todo. E, enquanto profissionais da socioeducação, é preciso se apropriar dessas práticas para que possamos ter uma visão ampliada, a partir do momento que se passa a ter contato com esses instrumentais teóricos e metodológicos. Então, isso representa uma conquista e uma oportunidade de crescimento muito grande para mim, porque eu faço uso desses conceitos na minha vida”.
O encontro termina na próxima quinta-feira (23), com a avaliação dos resultados alcançados em 2016, e encaminhamentos que nortearão a atuação desses profissionais e a condução do trabalho em 2017. A programação integra um conjunto de ações do Projeto Ressignificando Caminhos na Socioeducação, que tem entre seus objetivos pedagógicos apresentar novas perspectivas que auxiliem na formação e a participação cidadã de internos, por meio da arte, esporte, cultura, lazer, profissionalização e empreendedorismo.
A coordenadora do NPR, Eliana Penedo, explicou que “a socioeducação se faz com atividades pedagógicas, com conhecimento e a participação de todos os atores envolvidos nesse processo. A Justiça Restaurativa aponta para um caminho em que nós possamos compreender as causas que levaram esse adolescente a cometer o ato infracional e, sobretudo, fazer com que ele reflita sobre suas atitudes perante a vítima, os familiares e a sociedade como um todo. Então, é necessário que as pessoas pensem numa sociedade mais justa, do ponto de vista de valores”.
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