Novo Progresso

Polícia Civil deflagra segunda fase de operação contra lavagem de dinheiro

A Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor), por meio da Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), deflagrou mais uma fase da Operação Alpes Tour, em Novo Progresso, sudoeste do Pará, para combater um esquema de lavagem de dinheiro cometido em empresas da cidade e que tem, como "pano de fundo", o tráfico de drogas.

Durante a operação, uma equipe de policiais civis prendeu em flagrante, por prática de crimes ambientais na região, Davileine Garcia Pagliuca Vieira, investigada por envolvimento no esquema. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (31).

Na quinta (30), a equipe de policiais civis da DRLD, sob comando do delegado Alexandre Silva, deu cumprimento ao mandado de busca e apreensão domiciliar em dois endereços de Davileine Garcia Pagliuca Vieira, na sede do município. Os mandados judiciais foram deferidos pela Comarca de Novo Progresso. A operação contou com o apoio de policiais da Superintendência Regional do Tapajós, da Delegacia de Polícia de Novo Progresso e Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) para deslocamento aéreo na região.

Davileine é esposa de Alexandre Vieira dos Santos, condenado no ano de 2015, por associação para o trafico de drogas, pela Comarca de Porto Espiridião, no estado de Mato Grosso. Durante o cumprimento da busca, em um dos endereços de Davileine, os policiais civis constataram crime ambiental em área de floresta nacional, na região conhecida como Flona Altamira. No local, ela e o esposo usavam tratores e uma motosserra para praticar desmatamento ilegal.

No momento da chegada dos policiais civis, Alexandre fugiu por dentro de uma mata. A mulher foi detida e conduzida para a Delegacia de Novo Progresso, para ser autuada pelos crimes de destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente; por cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente sem permissão da autoridade competente e utilizar motosserra em florestas e demais formas de vegetação sem licença. Ela permanece presa à disposição da Justiça. A operação vai continuar para desarticular o esquema criminoso na região.

Mandados - A primeira fase da operação, deflagrada em 19 de fevereiro deste ano, resultou no cumprimento de dois mandados judiciais de busca e apreensão domiciliar realizados na sede de uma empresa de materiais de construção e na casa do proprietário do estabelecimento, na Rua Iriri, bairro de Vista Alegre, em Novo Progresso. Nessa ocasião, a investigação foi iniciada para apurar o crime de lavagem de dinheiro na empresa cometido para dissimular a origem ilegal de ativos financeiros.

Foram constatadas movimentações financeiras incompatíveis com as atividades desempenhadas pela empresa, conforme as condições econômicas do empreendimento, inclusive, com transferência de valores a pessoas jurídicas (empresas) em outros estados que não possuem vínculo com a empresa.

Em fevereiro, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, apontou inconsistências bancárias envolvendo essa empresa sediada em Novo Progresso. Assim, o delegado Alexandre Silva instaurou inquérito policial para investigar o esquema de lavagem de dinheiro no local. Documentos e outros materiais foram apreendidos para passar por análises.

Essa foi a primeira ação coordenada pela Decor, diretoria instituída no último dia 7 de maio, por decreto do governador do Pará, Helder Barbalho. 

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