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Mais um acusado de participar de morte de policial militar é preso em Belém

Policiais civis do Grupamento de Polícia Fluvial de Segurança Pública (GFlu) prenderam, nesta sexta-feira (31), no bairro da Terra Firme, em Belém, Maycon Baía de Souza, acusado de participação no homicídio do cabo da Polícia Militar John Ranison de Castro Silva, 32 anos, e do assalto a um restaurante flutuante, em 31 de janeiro deste ano.

As informações sobre a prisão foram prestadas pelos delegados Arthur Braga, diretor do GFlu, e Paulo Junqueira, titular da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFlu). Conforme o delegado Arthur Braga, as investigações que resultaram na prisão de Maycon foram iniciadas em 31 de janeiro, após o assalto ao restaurante flutuante Angra, em Ananindeua (município da Região Metropolitana de Belém).

Na ocasião, uma lancha e uma arma de fogo, de propriedade de um policial federal, foram roubadas. A lancha foi recuperada pelos agentes do GFlu. Segundo o delegado, Maycou já havia participado de outro assalto, no mesmo dia, antes de se deslocar até o restaurante. Ele foi preso após os policiais civis receberem informações de que o acusado esteve na noite de quinta-feira (30), no município de Moju, onde cometeu um assalto. Ao retornar a Belém, ele foi à casa da ex-mulher, na Rua da Paz, na Terra Firme, e acabou localizado e preso.

Maycon estava há um ano na condição de fugitivo da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, em Santa Izabel do Pará, onde respondia por roubo. Após a prisão, os policiais da GFlu prenderam em flagrante, no bairro do Curuçambá (em Ananindeua), Daniel Santiago dos Santos, que fornecia drogas para Maycon. Com Daniel foram apreendidas 37 pedras de crack e uma porção de maconha. Ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Morte de militar - As investigações mostram que seis homens teriam participado da morte do policial militar. Com a prisão de Maycon, os outros cinco envolvidos já foram identificados, e estão sendo procurados pela polícia. O corpo do policial foi reconhecido pela família no último dia 21 de maio, no Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, em Belém. Segundo os familiares, o militar estava desaparecido desde a manhã de domingo (19 de maio), quando saiu de sua residência, no bairro da Marambaia, para vender um andador infantil, e não retornou para casa.

O corpo do policial foi encontrado por volta de 4 h da madrugada do último dia 21, na estrada do Curuçambá. O cabo era lotado na Corregedoria-Geral de Polícia Militar, mas estava afastado do trabalho para tratamento de saúde. Serviu à PM por nove anos e seis meses.

Para o delegado Arthur Braga, a prisão de Maycon é importante para o esclarecimento da morte do policial militar. O preso faz parte de uma associação criminosa acusada de diversos outros delitos, incluindo roubos, homicídios e latrocínios. "Todos são integrantes de grupos criminosos e possuem muitos armamentos. Eles tinham o poder da articulação e executavam os crimes de maneira rápida. Com a prisão dele, podemos ter uma diminuição desses crimes graves, sendo assim o início da desarticulação dessa quadrilha", informou o delegado.

Segundo Arthur Braga, outro integrante desse grupo já está preso, e a equipe policial vai trabalhar para que os demais sejam presos em breve. "Consideramos a prisão do Maycon muito importante. As operações da polícia estão sendo desencadeadas desde janeiro, e temos atuado com mais frequência nessa área. Foi utilizado um grande efetivo de agentes na busca desses criminosos, e em breve conseguiremos chegar a todos eles”, afirmou o delegado Arthur Braga.

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